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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Um Mundo Feliz

Eu imagino um mundo
Em que a vida seja bela
E todos sejam felizes
Eu, você, ele, ela

Não haveria problemas
E os sonhos seriam realizados
A vida seria amar; confortarmos
E sermos confortados

Tudo seria cor-de-rosa
E andaríamos sobre as nuvens
E seriam todos irmãos
Pessoas de todas as origens

A lua, terna amiga
Toda noite ia brilhar
E o sol ia queimar mais brando
Mas esquentaria a todo lugar

Não seria preciso
De nada para comer
Tudo que se fizesse
Seria por simples prazer

Todos poetizariam
Todos com bela voz cantariam
Seria arte para todos os lados
E todos participariam

E se um quisesse parar
Para contemplar o horizonte
E simplesmente se ausentar
Longe de todos, num monte

Todos concordariam
E não achariam ruim
Pois qualquer decisão seria boa
As coisas seriam assim

Não seriam necessárias leis
Para conter a população
Tudo que se fizesse daria certo
Toda seria uma boa ação

Não existiria maldade
Não precisaria perdão
Não haveria ofensas
Nem também aflição

É assim que eu imagino
Um mundo um tanto perfeito
Onde somente a alegria e o amor
Encheriam todos os dias o meu peito

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Agora as aulas começaram. Não vou ter muito tempo para escrever.
Portanto, não esperem que haja novas postagens. Não precisa nem acessar o blog.
Daqui uns meses chequem de novo para ver se voltei a postar.

Beijocas.
Lucas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A Felicidade

A felicidade talvez esteja
Bem no fundo do mar
Num baú bem trancado
De um navio naufragado
Que os peixes estão a guardar

Digam-me, oh peixinhos
Onde poderei encontrar
Este navio e seus tesouros
Mais valiosos que ouros
Para eu me felicitar?

A felicidade pode estar
No meio de uma floresta
E um grupo de bichos a esconde
E na mata a revelam, onde
Cantam hinos, fazem festa

Contem-me, oh bichinhos
Que rincão encerra tal valor
Que por ele eu vou buscar
Pois ele é tudo que quero encontrar
Esteja onde estiver ou vá onde ele for

Mas talvez ela esteja
Numa estrela ou planeta
Que podemos ver no céu
Numa via láctea ou de mel
Ou numa cauda de um cometa

Diga-me, oh cometa
Que os céus todos conhece
Em que orbe está guardada
A felicidade tão almejada
Antes que aos céus regresse

Talvez a felicidade esteja
Nos olhos de alguém
Que de tão profundos
Guardam as verdades dos mundos
Da Terra, do Céu e além

Diga-me, oh irmão
Se é homem ou mulher
Dos olhos qual é a cor
Se dentro deles mora um amor
Me diga, quem essa pessoa é

Mas talvez a felicidade seja
Algo muito diferente
Um modo de pensar
Um jeito de olhar
Que esteja dentro da gente

Diga-me, oh sábio
Como posso encontrar
Num universo imenso assim
Que vive dentro de mim
A felicidade a brilhar?

Eu gostaria que a felicidade
Fosse algo de comer
Que bastaria se ingerir
Para a alegria fluir
E feliz a gente viver

Ou melhor,
Que fosse uma frase
Que bastasse escutá-la
Ou mesmo pronunciá-la
E a alegria faz-se!

Eu queria que existisse
A eterna felicidade
E todos a tivessem
Enquanto acontecem
A paz e a igualdade

Diga-me que é possível
A felicidade acontecer
Para mim e para todos
Partindo de uns e de outros
E eu acredito em você!




Na realidade, eu num acredito muito não sabe.
Se bem, que eu acredito sim. Mas em algumas condições.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Última Vela

Haverá um dia
Em que só falarei de coisas doces
E tudo parecerá ventura
Como se tudo belo fosse

Olharão para mim
E verão um homem feliz
Que vive tranqüilo
É só coisas boas diz

Tenho muita coisa boa
De verdade, pra contar
Mas é, também, tanta coisa ruim
Que nem dá pra acreditar

O jeito é esquecer
O que de mal há
E tentar esta vida
Levar, completar

Eu vejo alguma luz
Consigo enxergar
Uma vela, lá longe, acesa
Que o vento ainda não conseguiu apagar

As tempestades de vento
Já me tiraram coisa demais
Está na hora de eu controlá-las
De eu fazer os vendavais

Mas tudo, claro
Silenciosamente
Sou correto, não faço mal
Faço o bem somente

O vento vai sair
De explosões do meu peito
E vai fazer tudo aquilo
Que eu quero que seja feito

Mas tudo que eu quero
É como se fosse nada
Quero somente
Seguir minha estrada

Nada de grande demais
Vai acontecer
Eu só quero encontrar
O meu jeito de ser

Se eu tivesse força
Ah se eu tivesse
A única força que eu tenho
É a força da prece

Oro no meu cantinho
Faço meus poemas
Vem-me a inspiração
E resolvo alguns dilemas

Eu estou até tranqüilo
Porque vejo essa chama ao fundo
Que queima gostosamente
E me faz, ao ter nada, ter tudo

Mas não tenho ainda
Nada mais que esperança
Ando com cuidado
Sempre em vigilância

Só peço ao sagrado Vento
Que não me apague esta última vela
Porque a única coisa que me faz feliz
É ter na mão, ainda, ela

Fly to Pluton

I’ll get away
I’ll do the same
As you have done

I’ll fight it out
Without screaming out loud
And I will be gone

To the happy place
To the glorious space
Where the stars shows on

And will have a full smile
That’s what I’ll try, oh
And I call you, come on

Let’s find our happiness
Let’s fly, even wingless
From here out to Pluton

domingo, 2 de agosto de 2009

I
Que querem, oh estrelas?
Que vivem em pompa e gala
Cada qual de vocês brilha lindamente
Mas olhando para os homens, nada fala

Expõem sua beleza suntuosa
Seu brilho majestoso
E vivem alegres, esbanjando
Seu material grandioso

Do falerno negro da noite
Bebem o vinho mais valoroso
E riem das realidades diversas
E seu riso, em luzes, é escutado por todos

Depois das noites festivas
São cobertas com anil véu
E dormem gostosamente, tranqüilas,
Nos recônditos mais calmos do céu

E em sua glória poderosa
E sua natureza rutilante
Que querem, oh estrelas
Com tal beleza emocionante?

Querem talvez dizer
Algo de importante
Se for, oh, digam logo!
Esperar é lancinante

Vocês vivem uma vida
De somente prazer
Não interessa o que aconteça
Vocês brilham até morrer

No cosmos espalham sua matéria
E a força da gravidade
Faz amarem-se umas as outras
Com graça e eternidade

Até a sua morte é um esplendor
Fulgem luzes em grande proporção
Forma-se então uma supernova
A partir de uma bela explosão

E dali nascem muitas outras estrelas
Formando nova constelação
Com também novos planetas
Onde, talvez, pessoas morarão

E vocês continuam aí
Mesmo depois de suas mortes
Eu só queria saber o que querem
E porque são assim tão fortes

Querem acaso humilhar
A triste e pobre humanidade?
Que tem tristeza, dor e fome
E não brilha com grandiosidade

Ou querem então
Algo nos ensinar?
Se sim, digam logo
Não consigo esperar

II
Estrelas tão queridas
Que inspiram os poetas
São dos homens para Deus
Os únicos e sublimes estafetas

As mensagens que vocês guardam
São preciosidades para nós
O céu é um imenso rio
E cada uma de vocês, foz

A água que corre aí
É tudo que nós desejamos
Beber da fonte do Alto
É sorver o que nós amamos

sábado, 1 de agosto de 2009

Neva solidão
Os flocos de tristeza tocam a pele nua
Que sente o frio que faz a alma chorar
Chora a minha alma, também a tua

E é lá do alto
Lá das nuvens de nosso Deus
Que saem as gotas de tristeza
Que vêm bater nos peitos meus

Mas o Sol é calor
Esperança que se abre em divina chama
Que entoa para minha tênue alma
A mais bela,festiva hosana

Ao som do Sol
Que canta a esperança em forma de fogo
Os flocos de tristeza derretem e evaporam
Voltando para o céu de novo

Lá no céu
Deus os respira e sente o que estava em seus filhos
Solidão, tristeza, distância, gelo aos corações
Depois sopra tudo de volta, para com seu amor encobri-los

O vento bate
E assobia nas janelas
Novos sentimentos para todos
Faz bater portas e abrir cancelas

Cada um recebe
Aqueles sentimentos que mais lhe cabem
O vento pode soar como gritos de desespero
Ou suave e belo coro de vozes, que esperança trazem


O Sol queima
E esquenta gostoso os nossos ares
Levando morna brisa de bons sentimentos
Para quem estiver nas terras ou mesmo nos mares

Oh como quero
Desejo a todos o mesmo calor
Que queime dentro de cada um a chama
Da esperança e do verdadeiro amor!