"Amiga, olha aquele ali de barba..."
"Ahrhhhh"
domingo, 26 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Sofri tanto
Hoje já quase esqueço que sofro
Estou tão acostumado
Que é como se fosse com outro
O mundo me revelou a maldade
E aprendi a ser triste
Mas sei o que é a felicidade
Sei que ela também existe
Já não ligo muito para o meu destino
Cansei das lutas deste mundo
O que eu quero é escrever (um pouco)
E entender o que há de profundo
Filosofia é a ciência mais alta
Donde surgiram todas as outras
Ela está na cabeça dos ricos
E também na dos que têm vestes rôtas
Hoje já quase esqueço que sofro
Estou tão acostumado
Que é como se fosse com outro
O mundo me revelou a maldade
E aprendi a ser triste
Mas sei o que é a felicidade
Sei que ela também existe
Já não ligo muito para o meu destino
Cansei das lutas deste mundo
O que eu quero é escrever (um pouco)
E entender o que há de profundo
Filosofia é a ciência mais alta
Donde surgiram todas as outras
Ela está na cabeça dos ricos
E também na dos que têm vestes rôtas
Não sou só eu quem acha
A vida na Terra sombria
Achavam isso também
Cecília Meireles e Gonçalves Dias
Cecília recomendava ao Pássaro Azul
A não descer aos ares humanos
Pois são muito pesados
Todos os dias, e todos os anos
Gonçalves Dias dizia:
O homem nasce e vive um pouco
E sofre até morrer.
Este mundo é muito louco
Eu não penso de modo diferente
A vida é muito mais desprazer do que prazer
Algumas horas, alguns dias de alegria
O resto de todo o tempo é sofrer, sofrer
Os homens têm pouca culpa de serem como são
A sociedade já traz valores e problemas
Fora as desditas que atribuímos a Deus
Não podemos mudar muita coisa, são nossos tristes sistemas
Deus que nos ajude a nos melhorar
Pois se hoje já vivemos em contenda
Quero ver quando a água e o petróleo acabarem
Vamos trilhar uma triste senda
A vida na Terra sombria
Achavam isso também
Cecília Meireles e Gonçalves Dias
Cecília recomendava ao Pássaro Azul
A não descer aos ares humanos
Pois são muito pesados
Todos os dias, e todos os anos
Gonçalves Dias dizia:
O homem nasce e vive um pouco
E sofre até morrer.
Este mundo é muito louco
Eu não penso de modo diferente
A vida é muito mais desprazer do que prazer
Algumas horas, alguns dias de alegria
O resto de todo o tempo é sofrer, sofrer
Os homens têm pouca culpa de serem como são
A sociedade já traz valores e problemas
Fora as desditas que atribuímos a Deus
Não podemos mudar muita coisa, são nossos tristes sistemas
Deus que nos ajude a nos melhorar
Pois se hoje já vivemos em contenda
Quero ver quando a água e o petróleo acabarem
Vamos trilhar uma triste senda
A lua, mansa, observa a Terra
Como mãe, está próxima, sempre a velar
E o sol, como pai, traz a energia
A tudo dá força e tudo faz iluminar
A terra é onde a vida do homem acontece
O ar supre do oxigênio e a água cai, a molhar
Então todos bebem de sua força
E o resto é todo lavado para o mar
Os peixinhos são como nós homens
Vivem em função do alimento
Mas não sei se eles podem, como nós
Adorar o mar e adorar o vento
Nós somos como aves, de várias espécies
Uns andam em bando, outros vivem sozinhos
Uns saem voando a procurar outros ares
Outros ficam em seu canto e não largam dos ninhos
O homem aprendeu com as aves
Que é preciso viver a cantar
E uns que são mais audaciosos
Aprenderam também a dançar
A dança e o canto são modos de se expressar
Quem não se expressa acaba ficando
Como um rio que não chega até o mar
E represa seus sentimentos,a terra alagando
Como mãe, está próxima, sempre a velar
E o sol, como pai, traz a energia
A tudo dá força e tudo faz iluminar
A terra é onde a vida do homem acontece
O ar supre do oxigênio e a água cai, a molhar
Então todos bebem de sua força
E o resto é todo lavado para o mar
Os peixinhos são como nós homens
Vivem em função do alimento
Mas não sei se eles podem, como nós
Adorar o mar e adorar o vento
Nós somos como aves, de várias espécies
Uns andam em bando, outros vivem sozinhos
Uns saem voando a procurar outros ares
Outros ficam em seu canto e não largam dos ninhos
O homem aprendeu com as aves
Que é preciso viver a cantar
E uns que são mais audaciosos
Aprenderam também a dançar
A dança e o canto são modos de se expressar
Quem não se expressa acaba ficando
Como um rio que não chega até o mar
E represa seus sentimentos,a terra alagando
Saber sentir
Saber sentir a alegria e a tristeza que estão no mundo
Saber ver a mesma beleza que está no limpo e no imundo
Olhar para os céus e ver uma nova esperança
Olhar para a Terra e saber amar uma criança
Receber com prazer de alguém uma flor
E entender que pode ser o símbolo de um grande amor
Enquanto olhamos, pegamos, ouvimos, cheiramos, captamos, sentimos
A vida acontece e entre uns e outros nos repelimos e atraímos
E aí vêm os valores que damos para pessoas e objetos
Que podem ser maus ou bons, errados ou certos
Saber sentir a alegria e a tristeza que estão no mundo
Saber ver a mesma beleza que está no limpo e no imundo
Olhar para os céus e ver uma nova esperança
Olhar para a Terra e saber amar uma criança
Receber com prazer de alguém uma flor
E entender que pode ser o símbolo de um grande amor
Enquanto olhamos, pegamos, ouvimos, cheiramos, captamos, sentimos
A vida acontece e entre uns e outros nos repelimos e atraímos
E aí vêm os valores que damos para pessoas e objetos
Que podem ser maus ou bons, errados ou certos
segunda-feira, 20 de julho de 2009
O tempo vai passando
E eu aqui pensado
Fazendo nada mais
Que um novo poeta faz
Eu vejo o tempo passar
E gostaria de ver ele parar
Simplesmente por não querer
Mais a dor nem o prazer
Eu quero que o vento me leve
Qual folha despendida
Que, leve, vai com o vento
Para mata mais garrida
E porventura cair na água
E ser levado pelo rio
Até o mar e conhecer
E talvez viajar num navio
Eu vou me deixar levar
E ver onde as ondas vão me deixar
E se for numa praia bonita
Ali mesmo vou ficar
Mas posso até lá não agüentar
E vou eu mesmo meu rumo caçar
E deixo de lado o vento e o mar
Para o destino encontrar
E eu aqui pensado
Fazendo nada mais
Que um novo poeta faz
Eu vejo o tempo passar
E gostaria de ver ele parar
Simplesmente por não querer
Mais a dor nem o prazer
Eu quero que o vento me leve
Qual folha despendida
Que, leve, vai com o vento
Para mata mais garrida
E porventura cair na água
E ser levado pelo rio
Até o mar e conhecer
E talvez viajar num navio
Eu vou me deixar levar
E ver onde as ondas vão me deixar
E se for numa praia bonita
Ali mesmo vou ficar
Mas posso até lá não agüentar
E vou eu mesmo meu rumo caçar
E deixo de lado o vento e o mar
Para o destino encontrar
No céu os ventos correm
E seus corpos roçam no meio
Das cidades, das pessoas
Tomando seu cheiro
Eu o vento canto
Enquanto ele dança com o ar
Com sua força me encanto
E continuo a ele cantar
A luz da lua
Nos diz que o sol continua
Vivo e forte
Sem medo da morte
Esse poema não diz nada
A uma pessoa interessada
Em algo de mim ver
Eu canto a estrada
Uma poesia já cantada
Por outros e por você
E seus corpos roçam no meio
Das cidades, das pessoas
Tomando seu cheiro
Eu o vento canto
Enquanto ele dança com o ar
Com sua força me encanto
E continuo a ele cantar
A luz da lua
Nos diz que o sol continua
Vivo e forte
Sem medo da morte
Esse poema não diz nada
A uma pessoa interessada
Em algo de mim ver
Eu canto a estrada
Uma poesia já cantada
Por outros e por você
domingo, 19 de julho de 2009
É preciso manter a alma serena
Mesmo quando o céu se enche de nuvens
E não mostrar ao mundo somente revolta
Porque existem coisas boas, incríveis
É preciso permanecer gentil
Mesmo com o seu pior algoz
E mostrar para as pessoas um sorriso
De quem conhece do amor a voz
É preciso ao sentir o vento soprar
Ver que podemos ser ainda felizes
E pegar um pincel e tinta variada
E pintar a vida em diversos matizes
Saber fazer silêncio a exemplo
Das estrelas que caladas
Fazem brilhar intensas luzes
Que pelos poetas são amadas
Mas saber falar também é importante
Devemos falar aquilo que nos importa
Porque quem não fala o que o coração grita
Certamente sua alma não comporta
É preciso saber também dar fim
A toda e qualquer coisa que acabou
Como o passarinho que não precisa mais voar
Pois toda uma vida ele já voou
E é preciso, mais ainda, continuar
E passar a vida a como um cantor
As alegrias infindas de um afeto cantar
Eternizando o verdadeiro amor
Mesmo quando o céu se enche de nuvens
E não mostrar ao mundo somente revolta
Porque existem coisas boas, incríveis
É preciso permanecer gentil
Mesmo com o seu pior algoz
E mostrar para as pessoas um sorriso
De quem conhece do amor a voz
É preciso ao sentir o vento soprar
Ver que podemos ser ainda felizes
E pegar um pincel e tinta variada
E pintar a vida em diversos matizes
Saber fazer silêncio a exemplo
Das estrelas que caladas
Fazem brilhar intensas luzes
Que pelos poetas são amadas
Mas saber falar também é importante
Devemos falar aquilo que nos importa
Porque quem não fala o que o coração grita
Certamente sua alma não comporta
É preciso saber também dar fim
A toda e qualquer coisa que acabou
Como o passarinho que não precisa mais voar
Pois toda uma vida ele já voou
E é preciso, mais ainda, continuar
E passar a vida a como um cantor
As alegrias infindas de um afeto cantar
Eternizando o verdadeiro amor
sábado, 18 de julho de 2009
Precisamos construir para preencher o vazio de nossos corações
Precisamos estudar, trabalhar, ler, poetizar
E nosso sonho é estar de coração afinado às nossas canções
Até que delas e de tudo a gente passe a cansar
Cantamos e falamos sem saber bem o que queremos
Quem dita o que a gente quer são outras pessoas
A gente é que acha que tem vontade própria, e vivemos
A fazer o que achamos que são coisas boas
A tentar nos completar, nos encaixar em diversos padrões
Ter carro, casa, cachorro, mulher
Pra quê isso? São sempre as mesmas emoções
A vida será somente isso? Há quem diga que é
As nossas vidas vão mudando ao sabor do vento
Às vezes revolto, às vezes calmo, às vezes almo
Segurar as minhas roupas que estavam no varal, eu tento
Enquanto mais um louco ou sábio me lê um salmo
Deixo todos os dias minhas preces em barquinhos de papel
No rio dos pensamentos, que vive em cheia
Que nos traz respostas só de vez em quando, direto do céu
E por vezes tento uma pepita de ouro no rio com minha bateia
É tudo vazio e sem valor quando se está como estou
Me dá um presente, abro um sorriso
Mas o que valem sempre mais são as palavras que você falou
Se confia em mim e em tudo que eu digo
Palavras são como caixinhas que carregam algum valor
Pode ser brita, pode ser ouro
Depende da sinceridade que você ali por
Ela pode ser também de papel ou revestida em couro
Se você não põe as palavras na caixa da sinceridade
Elas correm o risco de voarem com o vento
Vento que desvaloriza e tira a validade
Do que poderia ser dito com algum acento
E a cerimônia e ritual que você faz para me entregar alguma palavra
Sempre mostra o valor do documento
É como um escultor que um trabalho com cuidado lavra
Que se demora nos detalhes, valorizando o ornamento
É preciso valorizar a beleza e também o prazer
Mas e nós, feios e desconcertados?
O que é que nós vamos fazer?
Somos esquecidos e à vala jogados
Que mundo esquisito em que não existe igualdade
Deus ainda não explicou nada disso pra gente
Este mundo é feito de uma complexidade
Que ninguém explica e ninguém entende
Seria justo um ser belo e rico e cheio de dons
Enquanto outros são feios, pobres, desajeitados?
Uns têm soberba voz, cantam majestosamente, são bons
Já nós mal conseguimos falar, somos renegados
Não fico em lamentações simplesmente por dó de mim
Olho é para o mundo e não sei mais se existe justiça
Não sei porque Deus inventou um mundo tão triste assim
Tenho toda certeza que não foi por preguiça
Podemos pensar diferente deste modo que estou pensando
Podemos achar que as desigualdades são tempero para o mundo
Senão nada teria graça e viveríamos como robôs, executando
Tarefas que Deus nos legaria de segundo a segundo
É porque somos diferentes que existe o feio e belo
Que passamos a ter olhares diferentes para coisas desiguais
É por isso que há os que ao invés de ter casa têm castelo
Mas vou te falar que um casebre eu admiro bem mais
Se precisasse eu viveria na pobreza só por prazer
O que eu preciso muito é de um computador onde escrever
Fora isso em qualquer lugar você poderia me ver
A minha vida tem se resumido a isso: poesia e sobreviver
Eu não ligo pra se a comida é cara ou não
Pra mim o que importa é ter o sal pra eu por
Gosto de tempero, talvez manjericão
Coentro, noz moscada, e uma pimentinha pra dar sabor
Ô Brasil sofrido, mas que sabe fazer arte
Faz-se samba, comida boa, capoeira esperta
Faz-se de tudo, também ciência por toda parte
E já vi até quem faz o rock n’ roll e poesia concreta
Precisamos estudar, trabalhar, ler, poetizar
E nosso sonho é estar de coração afinado às nossas canções
Até que delas e de tudo a gente passe a cansar
Cantamos e falamos sem saber bem o que queremos
Quem dita o que a gente quer são outras pessoas
A gente é que acha que tem vontade própria, e vivemos
A fazer o que achamos que são coisas boas
A tentar nos completar, nos encaixar em diversos padrões
Ter carro, casa, cachorro, mulher
Pra quê isso? São sempre as mesmas emoções
A vida será somente isso? Há quem diga que é
As nossas vidas vão mudando ao sabor do vento
Às vezes revolto, às vezes calmo, às vezes almo
Segurar as minhas roupas que estavam no varal, eu tento
Enquanto mais um louco ou sábio me lê um salmo
Deixo todos os dias minhas preces em barquinhos de papel
No rio dos pensamentos, que vive em cheia
Que nos traz respostas só de vez em quando, direto do céu
E por vezes tento uma pepita de ouro no rio com minha bateia
É tudo vazio e sem valor quando se está como estou
Me dá um presente, abro um sorriso
Mas o que valem sempre mais são as palavras que você falou
Se confia em mim e em tudo que eu digo
Palavras são como caixinhas que carregam algum valor
Pode ser brita, pode ser ouro
Depende da sinceridade que você ali por
Ela pode ser também de papel ou revestida em couro
Se você não põe as palavras na caixa da sinceridade
Elas correm o risco de voarem com o vento
Vento que desvaloriza e tira a validade
Do que poderia ser dito com algum acento
E a cerimônia e ritual que você faz para me entregar alguma palavra
Sempre mostra o valor do documento
É como um escultor que um trabalho com cuidado lavra
Que se demora nos detalhes, valorizando o ornamento
É preciso valorizar a beleza e também o prazer
Mas e nós, feios e desconcertados?
O que é que nós vamos fazer?
Somos esquecidos e à vala jogados
Que mundo esquisito em que não existe igualdade
Deus ainda não explicou nada disso pra gente
Este mundo é feito de uma complexidade
Que ninguém explica e ninguém entende
Seria justo um ser belo e rico e cheio de dons
Enquanto outros são feios, pobres, desajeitados?
Uns têm soberba voz, cantam majestosamente, são bons
Já nós mal conseguimos falar, somos renegados
Não fico em lamentações simplesmente por dó de mim
Olho é para o mundo e não sei mais se existe justiça
Não sei porque Deus inventou um mundo tão triste assim
Tenho toda certeza que não foi por preguiça
Podemos pensar diferente deste modo que estou pensando
Podemos achar que as desigualdades são tempero para o mundo
Senão nada teria graça e viveríamos como robôs, executando
Tarefas que Deus nos legaria de segundo a segundo
É porque somos diferentes que existe o feio e belo
Que passamos a ter olhares diferentes para coisas desiguais
É por isso que há os que ao invés de ter casa têm castelo
Mas vou te falar que um casebre eu admiro bem mais
Se precisasse eu viveria na pobreza só por prazer
O que eu preciso muito é de um computador onde escrever
Fora isso em qualquer lugar você poderia me ver
A minha vida tem se resumido a isso: poesia e sobreviver
Eu não ligo pra se a comida é cara ou não
Pra mim o que importa é ter o sal pra eu por
Gosto de tempero, talvez manjericão
Coentro, noz moscada, e uma pimentinha pra dar sabor
Ô Brasil sofrido, mas que sabe fazer arte
Faz-se samba, comida boa, capoeira esperta
Faz-se de tudo, também ciência por toda parte
E já vi até quem faz o rock n’ roll e poesia concreta
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Olhos que desejam
Algo que está em mistério
Ele fecha a cara
E mostra que está sério
Ele vê sua liberdade
Ele vê seu prazer
Tudo isso um dia
Ele irá ter
Oh glorioso dia
Em que ele se libertará
De tudo que amarga sua boca
E que lhe faz chorar
É tempo de se alegrar
Porque a esperança
Faz da gente, sorridente
Como que uma criança
Algo que está em mistério
Ele fecha a cara
E mostra que está sério
Ele vê sua liberdade
Ele vê seu prazer
Tudo isso um dia
Ele irá ter
Oh glorioso dia
Em que ele se libertará
De tudo que amarga sua boca
E que lhe faz chorar
É tempo de se alegrar
Porque a esperança
Faz da gente, sorridente
Como que uma criança
Oh penar!
Que vida mais amarga
Minha mente mal consegue fazer
Construção que seja mais larga
Eu queria tanto ser
Um homem de realizações
Um homem que produz muito
De muitas construções
Mas não,
Minha mente é um tanto fraca
Mal eu tenho memória
E de dons ela é parca
E ainda veio a vida
E peso em minhas costas colocou
Como se não bastasse
O pouco ou nada que sou
E assim vou andando
Entre tropeçar e cair
O meu prédio vou levantando
Que talvez irá ruir
Alegrias, tenho sim
São belas, muito belas
Mas não é agora
Que vou falar delas
Que vida mais amarga
Minha mente mal consegue fazer
Construção que seja mais larga
Eu queria tanto ser
Um homem de realizações
Um homem que produz muito
De muitas construções
Mas não,
Minha mente é um tanto fraca
Mal eu tenho memória
E de dons ela é parca
E ainda veio a vida
E peso em minhas costas colocou
Como se não bastasse
O pouco ou nada que sou
E assim vou andando
Entre tropeçar e cair
O meu prédio vou levantando
Que talvez irá ruir
Alegrias, tenho sim
São belas, muito belas
Mas não é agora
Que vou falar delas
Existe uma traça que come o livro da minha vida
Ela vai comendo devagarinho cada pedaço
Ela anda por mim, mas fica bem escondida
Ela come e come, enquanto eu não passo
Vão-se embora letras e palavras
Ela vai desfazendo minhas rimas
E eu vou esquecendo de tudo
Amigos, pessoas, meninos, meninas
A traça está a comer
E um dia ela vai acabar
Neste trágico fim eu vou morrer
E ela só vai engordar
Ela vai comendo devagarinho cada pedaço
Ela anda por mim, mas fica bem escondida
Ela come e come, enquanto eu não passo
Vão-se embora letras e palavras
Ela vai desfazendo minhas rimas
E eu vou esquecendo de tudo
Amigos, pessoas, meninos, meninas
A traça está a comer
E um dia ela vai acabar
Neste trágico fim eu vou morrer
E ela só vai engordar
A vida é louca
Agimos muitas vezes sem saber o que fazemos
Pensamos ter algum controle sobre a vida
Mas não, nunca temos
Erramos uma vez
Não paramos de errar
Quando vamos perceber
Nós praticamente só erramos
Erramos sem parar
Acertamos muito também
Gostamos de acertar
Mas o que são acertos?
O que são erros?
Você pode me falar?
(Eu acredito que existam erros e acertos, mas nada é completamente errado nem completamente certo)
Agimos muitas vezes sem saber o que fazemos
Pensamos ter algum controle sobre a vida
Mas não, nunca temos
Erramos uma vez
Não paramos de errar
Quando vamos perceber
Nós praticamente só erramos
Erramos sem parar
Acertamos muito também
Gostamos de acertar
Mas o que são acertos?
O que são erros?
Você pode me falar?
(Eu acredito que existam erros e acertos, mas nada é completamente errado nem completamente certo)
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Não sei que não sabe
Não sabe de não saber
Ninguém sabe, não sabemos
Então o que vamos fazer?
A insapiência do homem sábio
É de se notar, é de se ver
Quem sabe, mas sabe mesmo
Talvez seja somente você
Você, que diz que sabe
Que imperfeito, está a viver
Diga-me logo o que tem
Nesta cabeça, para eu ver
Quero logo, algo agora
Preciso de um sábio, pra me entender
Pegar minha vida, e me explicar
Tintim por tintim, porquê por porquê.
Não sabe de não saber
Ninguém sabe, não sabemos
Então o que vamos fazer?
A insapiência do homem sábio
É de se notar, é de se ver
Quem sabe, mas sabe mesmo
Talvez seja somente você
Você, que diz que sabe
Que imperfeito, está a viver
Diga-me logo o que tem
Nesta cabeça, para eu ver
Quero logo, algo agora
Preciso de um sábio, pra me entender
Pegar minha vida, e me explicar
Tintim por tintim, porquê por porquê.
Tem alguns aspectos na vida
Que me fazem entristecer
Que se ligam a mim
Ligam ao meu ser
Existe em minha vida
Maldoso algoz
Que tem agido comigo
De maneira atroz
Não sabe o que eu passo
Nem o que passei
Por causa desse monstro
Só eu mesmo sei
Não quero contar
É um caso muito triste
Talvez exista coisa pior
Sim, sei que existe
Mas em minha vida
Não consigo me satisfazer
Vejo este mundo imperfeito
Que não dá para viver
É gente sofrendo
Desigualdade
E aos homens grandes
Falta humildade
E eu, o que posso fazer?
Sou somente mais um sofredor
Não tenho forças, como pode ver
Mal posso cuidar da minha dor
O mundo é estranho demais
E além dos meus erros tem os erros dos outros
Como podemos suportar
Os erros de todos?
Já nem sei mais se é errado errar
Já não quero saber de nada
Minha vida
Já é muito complicada
Este mundo é muito louco
Estou procurando ficar em paz
Coisa que já procuro
Desde uns tempos atrás
Paz...
Sei lá...
Que me fazem entristecer
Que se ligam a mim
Ligam ao meu ser
Existe em minha vida
Maldoso algoz
Que tem agido comigo
De maneira atroz
Não sabe o que eu passo
Nem o que passei
Por causa desse monstro
Só eu mesmo sei
Não quero contar
É um caso muito triste
Talvez exista coisa pior
Sim, sei que existe
Mas em minha vida
Não consigo me satisfazer
Vejo este mundo imperfeito
Que não dá para viver
É gente sofrendo
Desigualdade
E aos homens grandes
Falta humildade
E eu, o que posso fazer?
Sou somente mais um sofredor
Não tenho forças, como pode ver
Mal posso cuidar da minha dor
O mundo é estranho demais
E além dos meus erros tem os erros dos outros
Como podemos suportar
Os erros de todos?
Já nem sei mais se é errado errar
Já não quero saber de nada
Minha vida
Já é muito complicada
Este mundo é muito louco
Estou procurando ficar em paz
Coisa que já procuro
Desde uns tempos atrás
Paz...
Sei lá...
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Meu Herói
Nesta vida atual
O homem constrói, faz
Obras grandiosas
Sempre, cada vez mais
São belos castelos
Arranha-céus, navios no mar
A civilização cresce
Sempre, sem parar
Mas enquanto isso
Enquanto as megalópoles fervem
Em algum lugar estou
Sem que os grandes observem
Moro na África
Na América Central
Ou talvez no Brasil
Em região rural
Neste lugar incógnito
Vivo um pouco esquecido
Pelas pessoas de um mundo louco
Mundo em que tenho vivido
E na pobreza em que vivo
Neste meu lugar
A única coisa que posso fazer
É, graças a Deus, sonhar!
E deste modo
Dei pra pensar
Que o mundo precisa de um herói
Para nos ajudar
E então comecei
A imaginar
Um perfeito herói
Como ele será?
Não é como os heróis
Que ostenta a mente infantil
A forma física pouco lhe importa
Não é velho nem moço, mas tem espírito juvenil
Ele pode vir dos céus
Ou de qualquer lugar
De qualquer terra
Ou de qualquer mar
Imagino-o andando pela multidão
Andaria dando mãos ao povo
Todos sorririam para ele
E ele sorriria de novo
Ele entoaria
Sublime canção
E todos tirariam a voz
De dentro do coração
Ouviria a todos
E a todos daria resposta
E em via de qualquer problema
Estaria ali, tomando nota
O requisitariam
Nos júris, nos tribunais
E ele ali mostraria
Que todos somos iguais
Sua espada
Somente a palavra seria
Que como que por magia
Cada um acataria
Seus argumentos e seu agir
Seriam muito bem fundamentados
Sua palavra seria a de todos
Pois em todos seria embasado
Aos fracos e aos perdidos
Ele salvaria
Mostraria aos de alma enclausurada
Como entender a luz do dia
Ele amaria a lei,
Que sairia de sua boca
Para ser executada
Com cuidado e força
Por sua natureza poderia ver-nos de cima
Mas desceria de seu brilhoso pedestal
Para nos olhar de olhos a olhos
Olhar de igual para igual
Meu herói
Oh, como te quero
Qual ventura não seria
A que em ti espero?
Aparecei, oh homem
Ou ser doutra natureza
Salvai-nos do mal
E de toda tristeza!
De vossa primorosa mente
Fazei fluir toda sabedoria
Para que, sedentos, experimentemos
Da verdade que já se prometia
Basta-vos um simples gesto
E as trevas com vossa luz abris
E transformais tristes desertos
Em jardins primaveris
Dai-nos vossa glória
Mostrai o vosso poder
Erradicai a miséria
Que há em cada ser!
Oh, almo herói
Sois tudo que eu quis
Plangente vos pergunto
Será que existis?
Nesta vida atual
O homem constrói, faz
Obras grandiosas
Sempre, cada vez mais
São belos castelos
Arranha-céus, navios no mar
A civilização cresce
Sempre, sem parar
Mas enquanto isso
Enquanto as megalópoles fervem
Em algum lugar estou
Sem que os grandes observem
Moro na África
Na América Central
Ou talvez no Brasil
Em região rural
Neste lugar incógnito
Vivo um pouco esquecido
Pelas pessoas de um mundo louco
Mundo em que tenho vivido
E na pobreza em que vivo
Neste meu lugar
A única coisa que posso fazer
É, graças a Deus, sonhar!
E deste modo
Dei pra pensar
Que o mundo precisa de um herói
Para nos ajudar
E então comecei
A imaginar
Um perfeito herói
Como ele será?
Não é como os heróis
Que ostenta a mente infantil
A forma física pouco lhe importa
Não é velho nem moço, mas tem espírito juvenil
Ele pode vir dos céus
Ou de qualquer lugar
De qualquer terra
Ou de qualquer mar
Imagino-o andando pela multidão
Andaria dando mãos ao povo
Todos sorririam para ele
E ele sorriria de novo
Ele entoaria
Sublime canção
E todos tirariam a voz
De dentro do coração
Ouviria a todos
E a todos daria resposta
E em via de qualquer problema
Estaria ali, tomando nota
O requisitariam
Nos júris, nos tribunais
E ele ali mostraria
Que todos somos iguais
Sua espada
Somente a palavra seria
Que como que por magia
Cada um acataria
Seus argumentos e seu agir
Seriam muito bem fundamentados
Sua palavra seria a de todos
Pois em todos seria embasado
Aos fracos e aos perdidos
Ele salvaria
Mostraria aos de alma enclausurada
Como entender a luz do dia
Ele amaria a lei,
Que sairia de sua boca
Para ser executada
Com cuidado e força
Por sua natureza poderia ver-nos de cima
Mas desceria de seu brilhoso pedestal
Para nos olhar de olhos a olhos
Olhar de igual para igual
Meu herói
Oh, como te quero
Qual ventura não seria
A que em ti espero?
Aparecei, oh homem
Ou ser doutra natureza
Salvai-nos do mal
E de toda tristeza!
De vossa primorosa mente
Fazei fluir toda sabedoria
Para que, sedentos, experimentemos
Da verdade que já se prometia
Basta-vos um simples gesto
E as trevas com vossa luz abris
E transformais tristes desertos
Em jardins primaveris
Dai-nos vossa glória
Mostrai o vosso poder
Erradicai a miséria
Que há em cada ser!
Oh, almo herói
Sois tudo que eu quis
Plangente vos pergunto
Será que existis?
terça-feira, 14 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Meu irmão
Sei que é contra o meu amor
Sei que pensa que vou suicidar
Sei que acha que isto me faz mal
E que vagaroso, vou definhar
Mas não,
Se estou destruído
De alma apagada
Você sabe bem
Não tenho culpa de nada
Eu simplesmente amei
E por isso ele me arrasou
Acabou com minha vida
E com tudo que sou
Saiba que a única coisa
Que me impede de minha vida findar
É este lindo amor
Que posso cultivar
E este amor é verdadeiro
Sei que é difícil acreditar
Mas um dia você vai entender
Quando eu puder lhe contar
Hoje não posso
Nem no assunto tocar
É sério, não dá mesmo
Um dia vou lhe falar
Sei que é contra o meu amor
Sei que pensa que vou suicidar
Sei que acha que isto me faz mal
E que vagaroso, vou definhar
Mas não,
Se estou destruído
De alma apagada
Você sabe bem
Não tenho culpa de nada
Eu simplesmente amei
E por isso ele me arrasou
Acabou com minha vida
E com tudo que sou
Saiba que a única coisa
Que me impede de minha vida findar
É este lindo amor
Que posso cultivar
E este amor é verdadeiro
Sei que é difícil acreditar
Mas um dia você vai entender
Quando eu puder lhe contar
Hoje não posso
Nem no assunto tocar
É sério, não dá mesmo
Um dia vou lhe falar
Tudo que era bonito me fazia vibrar
E eu escrevia para você cheio de emoção
Cada palavra tinha grande valor
Tinha a importância de uma oblação
Eu era melancólico
E apaixonado
Tudo que eu te escrevia
Parecia ter passado por um tornado
Parecia que eu sabia
Do destino que nos guardava
Daquilo que nos cabia
Do sinistro que nos esperava
Eu queria ser perfeito
Para então te servir
Sem esta condição
Eu temia nossa relação ruir
Eu era perfeccionista
Porque se tratava de você
Queria a todo momento
Te ver, te ter
Mas eu chorava por dentro
Porque eu não era lá
Aquilo tudo que eu ficava
Todo dia a imaginar
Mas você dizia coisas tão lindas
Era como se me injetasse alegria
E eu saia quase voando
Como ditosa cotovia
E quando eu ficava a ver
Você, maravilhosa, dançar
Eu queria ser tudo seu
Suas roupas, seu suor, seu ar
Como meu coração já sofreu por ti
Você, hoje, já notou isso
E sabe que continuarei a te amar
Firmando meu compromisso
Hoje você sabe
Quem é que te ama de verdade
Quem passou por cima de tudo
E sofreu horrores, muita maldade
E infelizmente...
Infelizmente...
Só eu sei como você me ama
Está tudo em minha mente.
E eu escrevia para você cheio de emoção
Cada palavra tinha grande valor
Tinha a importância de uma oblação
Eu era melancólico
E apaixonado
Tudo que eu te escrevia
Parecia ter passado por um tornado
Parecia que eu sabia
Do destino que nos guardava
Daquilo que nos cabia
Do sinistro que nos esperava
Eu queria ser perfeito
Para então te servir
Sem esta condição
Eu temia nossa relação ruir
Eu era perfeccionista
Porque se tratava de você
Queria a todo momento
Te ver, te ter
Mas eu chorava por dentro
Porque eu não era lá
Aquilo tudo que eu ficava
Todo dia a imaginar
Mas você dizia coisas tão lindas
Era como se me injetasse alegria
E eu saia quase voando
Como ditosa cotovia
E quando eu ficava a ver
Você, maravilhosa, dançar
Eu queria ser tudo seu
Suas roupas, seu suor, seu ar
Como meu coração já sofreu por ti
Você, hoje, já notou isso
E sabe que continuarei a te amar
Firmando meu compromisso
Hoje você sabe
Quem é que te ama de verdade
Quem passou por cima de tudo
E sofreu horrores, muita maldade
E infelizmente...
Infelizmente...
Só eu sei como você me ama
Está tudo em minha mente.
O que é o corpo e o prazer?
O que é o tempo, que passa?
O que são as construções de todo ser?
O que é a jovialidade e a graça?
Vivemos a tentar agradar alguém e a nós mesmos
Mas que importa a nossa opinião ou a de outro qualquer?
Que são tempo e espaço?
Que é a vida e a morte?
Que são as coisas que eu faço?
Que são os fatos da sorte?
É tudo cinzas
É tudo destroços
É tudo passado
Só restam os ossos
Mas e você, minha querida?
Porque mesmo assim permaneces?
Porque nosso amor continua?
Porque tu ouves minhas preces?
Imaginei que tudo acabaria junto com a morte
Mas não. Eis que você está aí
Sei que você é bem forte
E consola quem está aqui
Acredito que toda crença seja verdadeira
Você está viva e tem vontade e ama
Mas também está morta
Como te deixei naquele dia, naquela cama
É tudo cinzas
É tudo destroços
É tudo passado
Só sei que quero
Algum dia
Te ter ao meu lado
(Te amo demais!!!!!!!!!!!!!!!!)
(E você existe!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
O que é o tempo, que passa?
O que são as construções de todo ser?
O que é a jovialidade e a graça?
Vivemos a tentar agradar alguém e a nós mesmos
Mas que importa a nossa opinião ou a de outro qualquer?
Que são tempo e espaço?
Que é a vida e a morte?
Que são as coisas que eu faço?
Que são os fatos da sorte?
É tudo cinzas
É tudo destroços
É tudo passado
Só restam os ossos
Mas e você, minha querida?
Porque mesmo assim permaneces?
Porque nosso amor continua?
Porque tu ouves minhas preces?
Imaginei que tudo acabaria junto com a morte
Mas não. Eis que você está aí
Sei que você é bem forte
E consola quem está aqui
Acredito que toda crença seja verdadeira
Você está viva e tem vontade e ama
Mas também está morta
Como te deixei naquele dia, naquela cama
É tudo cinzas
É tudo destroços
É tudo passado
Só sei que quero
Algum dia
Te ter ao meu lado
(Te amo demais!!!!!!!!!!!!!!!!)
(E você existe!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
domingo, 12 de julho de 2009
Eu costumava me encantar com vida
E ter a alma fagueira
Cheguei até a me julgar, certa vez
Pessoa sobranceira
Eu via os fatos com forte deslumbramento
Acreditava no mais belo
A vida era uma canção
E eu era muito sincero
Os sonhos iluminavam minha mente
E me faziam muito alegre
E nos campos, contente
Eu corria como uma lebre
Eu queria ser meigo com todos
Nunca desprezara ninguém
Mas é claro, sim
Já cometi erros, porém
Mas nossa... como eu queria
O bem de cada ser!
Sim, o meu, mas o de todos
Também o de você
Eu entendia e amava a cada um
Tanto os que vivem na opulência dos palácios
Quanto os que habitam as choças
Ou mesmo os que escolheram a vida fácil
Eu queria igualdade
Que todos pudessem comer bem
E dizia: Você merece tudo que há de bom
Olhando para os olhos de qualquer alguém
Ao sentir o zéfiro das madrugadas
No anelo de uma ventura sem fim
Desejava me unir à Natureza
E me tornar um querubim
Eu tinha inocentes quereres
Desses que todo humano tem
De servir a Deus e ao mundo
De praticar o bem
Eu levantava a fronte
Em questionamentos ao Pai
“Vai me responder, oh, Magnânimo?
Por favor, diga que vai”
Eu mudei pouco
E ter a alma fagueira
Cheguei até a me julgar, certa vez
Pessoa sobranceira
Eu via os fatos com forte deslumbramento
Acreditava no mais belo
A vida era uma canção
E eu era muito sincero
Os sonhos iluminavam minha mente
E me faziam muito alegre
E nos campos, contente
Eu corria como uma lebre
Eu queria ser meigo com todos
Nunca desprezara ninguém
Mas é claro, sim
Já cometi erros, porém
Mas nossa... como eu queria
O bem de cada ser!
Sim, o meu, mas o de todos
Também o de você
Eu entendia e amava a cada um
Tanto os que vivem na opulência dos palácios
Quanto os que habitam as choças
Ou mesmo os que escolheram a vida fácil
Eu queria igualdade
Que todos pudessem comer bem
E dizia: Você merece tudo que há de bom
Olhando para os olhos de qualquer alguém
Ao sentir o zéfiro das madrugadas
No anelo de uma ventura sem fim
Desejava me unir à Natureza
E me tornar um querubim
Eu tinha inocentes quereres
Desses que todo humano tem
De servir a Deus e ao mundo
De praticar o bem
Eu levantava a fronte
Em questionamentos ao Pai
“Vai me responder, oh, Magnânimo?
Por favor, diga que vai”
Eu mudei pouco

Explosão alegre
Emoções, quereres, ahhhh!
Som alto, quebradeira
Cantahhhhhr!!
Gira os cabelos no ar
A harmonia nos faz exaltar os ânimos
Mas o que é louco me faz admirar mais
Quando há espontaneidade entre os amigos
Soltar a voz como se cantasse bem
E olhar para os amigos esperando o sorriso de alguém
Gritar se necessário
Pular nos ombros do amigo que é um armário
Rock n’ roll na cabeça
Caixas lá no talo
Gente nova pulando
Fazendo espetáculo
Cante também
Sei lá
Faça o que quiser
O negócio é gostar
O mundo é loucura
Tem-se que tentar ser feliz
Tente fazer o que quiser
Ou faça o que outro quis
Chega de conversa
O mundo é complicado de mais
Solta o corpo gira e grita
E sinta o rock n’ roll em altos astrais
Emoções, quereres, ahhhh!
Som alto, quebradeira
Cantahhhhhr!!
Gira os cabelos no ar
A harmonia nos faz exaltar os ânimos
Mas o que é louco me faz admirar mais
Quando há espontaneidade entre os amigos
Soltar a voz como se cantasse bem
E olhar para os amigos esperando o sorriso de alguém
Gritar se necessário
Pular nos ombros do amigo que é um armário
Rock n’ roll na cabeça
Caixas lá no talo
Gente nova pulando
Fazendo espetáculo
Cante também
Sei lá
Faça o que quiser
O negócio é gostar
O mundo é loucura
Tem-se que tentar ser feliz
Tente fazer o que quiser
Ou faça o que outro quis
Chega de conversa
O mundo é complicado de mais
Solta o corpo gira e grita
E sinta o rock n’ roll em altos astrais
Quando as cachoeiras de teus olhos enchem a represa de minha melancolia
As águas fazem tudo que o vento há muito tempo já fazia
Preenchendo o espaço vago que há em minha vida tão vazia
E quando abro as torneiras de minha alma
Sai o que há dentro que é deixado em minha pia
Sai revolta, tristeza, felicidade e calma
Tudo de novo pra fora, virando poesia
Quero as rosas do teu campo florido em meu bouquê
Quero em meus olhos a sua imagem, preu te ver
E que tu fiques gravada em minha mente para eu não esquecer
Porque se a chuva cai o sol a faz subir novamente
Daí a pouco olha ela caindo para alegrar a gente
Mordes a maçã que é o fruto recomendado pela serpente
E faz do teu corpo motivo de uma pessoa contente
Porque
Essa vida é assim, pra se viver
Porque
Um dia todo mundo tem que morrer
Porque
Nesta vida o que faço é te querer
As águas fazem tudo que o vento há muito tempo já fazia
Preenchendo o espaço vago que há em minha vida tão vazia
E quando abro as torneiras de minha alma
Sai o que há dentro que é deixado em minha pia
Sai revolta, tristeza, felicidade e calma
Tudo de novo pra fora, virando poesia
Quero as rosas do teu campo florido em meu bouquê
Quero em meus olhos a sua imagem, preu te ver
E que tu fiques gravada em minha mente para eu não esquecer
Porque se a chuva cai o sol a faz subir novamente
Daí a pouco olha ela caindo para alegrar a gente
Mordes a maçã que é o fruto recomendado pela serpente
E faz do teu corpo motivo de uma pessoa contente
Porque
Essa vida é assim, pra se viver
Porque
Um dia todo mundo tem que morrer
Porque
Nesta vida o que faço é te querer
sábado, 11 de julho de 2009
É busca incessante por ser bom em alguma coisa
E por mais que eu tente, não consigo nada
A gente quer se mostrar pros outros
A gente quer a pessoa fique felicitada
A gente quer amizade
Mas nem sabe o que é isso direito
Eu quero que me vejam
Como um bom sujeito
Gosto da solidão
Porque nela ninguém me julga e eu não julgo ninguém
Gosto de viver com amigos
Mas parece que eu vivo sem
É algo estranho dentro de mim
Que não me deixa me aproximar
Também, será que isso importa?
Será que eu deixo pra lá?
Sinto-me distante
Também acho que nunca estarei perto
Acho que a vida é assim
Somos todos distantes, certo?
Não adianta tentar entrar em mim
Você não conseguirá
Sou uma pedra fria e triste
Que não pode se expressar
Fico calado, não falo
Há tanta coisa que eu queria falar
Mas eu não posso, não me deixam
Iriam me perturbar
O jeito é viver
Por mais algum tempo
Enquanto ainda posso
Até certo momento
DUAS IMPORTANTES COISAS
SOU SINCERO E NÃO MINTO
Falo somente a verdade
E também falo o que sinto
E por mais que eu tente, não consigo nada
A gente quer se mostrar pros outros
A gente quer a pessoa fique felicitada
A gente quer amizade
Mas nem sabe o que é isso direito
Eu quero que me vejam
Como um bom sujeito
Gosto da solidão
Porque nela ninguém me julga e eu não julgo ninguém
Gosto de viver com amigos
Mas parece que eu vivo sem
É algo estranho dentro de mim
Que não me deixa me aproximar
Também, será que isso importa?
Será que eu deixo pra lá?
Sinto-me distante
Também acho que nunca estarei perto
Acho que a vida é assim
Somos todos distantes, certo?
Não adianta tentar entrar em mim
Você não conseguirá
Sou uma pedra fria e triste
Que não pode se expressar
Fico calado, não falo
Há tanta coisa que eu queria falar
Mas eu não posso, não me deixam
Iriam me perturbar
O jeito é viver
Por mais algum tempo
Enquanto ainda posso
Até certo momento
DUAS IMPORTANTES COISAS
SOU SINCERO E NÃO MINTO
Falo somente a verdade
E também falo o que sinto
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Here I am, thinking about this life
How long will be this pain?
When this suffering will stop?
When I will see you again?
I saw you in my dreams
You changed my sad way
When you hug me
I think I’ll fly with you, away
Please say to me
My suffering will end
And again and again
My messages for you I’ll send
I love you, yes, so much
Thanks for loving me too
Because you are everything to me
Without you, I’ll adore who?
How long will be this pain?
When this suffering will stop?
When I will see you again?
I saw you in my dreams
You changed my sad way
When you hug me
I think I’ll fly with you, away
Please say to me
My suffering will end
And again and again
My messages for you I’ll send
I love you, yes, so much
Thanks for loving me too
Because you are everything to me
Without you, I’ll adore who?

O Universo É MUITO MAIS
É MUITO MAIS além
É a dança maluca que vemos
Entre o Mal e o Bem
O Mal ACABA COMIGO
ACABA COMIGO pra sempre
O Bem me faz sorrir
Ao ver a lua crescente
O Universo TALVEZ SEJA
TALVEZ SEJA complicado
Mas porque não ser simples,
Para não ser errado?
Seja ele BELO OU FEIO
BELO OU FEIO é qualquer um
Depende do ponto de vista
Melhor o de quem bebe rum
Quem criou O UNIVERSO
O UNIVERSO meu e teu
De algo muito importante
Fazer se esqueceu
Esqueceu-se DE ENTREGAR
DE ENTREGAR aos corações
Um simples manual
Um manual de instruções
É MUITO MAIS além
É a dança maluca que vemos
Entre o Mal e o Bem
O Mal ACABA COMIGO
ACABA COMIGO pra sempre
O Bem me faz sorrir
Ao ver a lua crescente
O Universo TALVEZ SEJA
TALVEZ SEJA complicado
Mas porque não ser simples,
Para não ser errado?
Seja ele BELO OU FEIO
BELO OU FEIO é qualquer um
Depende do ponto de vista
Melhor o de quem bebe rum
Quem criou O UNIVERSO
O UNIVERSO meu e teu
De algo muito importante
Fazer se esqueceu
Esqueceu-se DE ENTREGAR
DE ENTREGAR aos corações
Um simples manual
Um manual de instruções
quinta-feira, 9 de julho de 2009

O universo é isso
É eu, você, cada um de nós
E vamos morrendo e vivendo
A vida é da morte uma foz
Somos iguais, mas somos diferentes
É complicado entender
Lá no fundo, bem no fundo
Temos um mesmo modo de ser
Mas por fora são tantas diferenças
Tantas diferenças
Que eu nem sei por quê
Se eu soubesse eu não ficaria
A vida inteira me perguntando
Porque eu sou negro e você é branco
Ele não pode andar e eu estou andando
Se existe Deus, eu não sei
Sei que existe amor
E que quando peço alguém ouve
Seja onde for
Mas também sinto que existe muita prece esquecida
Muito sofrimento deixado pra lá
Pergunto: pra quê tudo isso?
Porque terra, céu e mar?

Quando
A noite chega e tudo se esfria
Fico querendo estar à luz do dia
O sol brilhando em todo seu calor
Quando
A solidão me faz ficar aqui calado
Fico querendo estar de novo ao seu lado
Sentindo a luz de todo seu amor
Mas
Tanto a noite quando a solidão
Que jutos estão a castigar meu coração
Me fazem triste por onde eu for
Cadê você, oh meu amor?
Cadê o sol e todo seu calor?
Tudo está cinza onde está a cor?
A noite chega e tudo se esfria
Fico querendo estar à luz do dia
O sol brilhando em todo seu calor
Quando
A solidão me faz ficar aqui calado
Fico querendo estar de novo ao seu lado
Sentindo a luz de todo seu amor
Mas
Tanto a noite quando a solidão
Que jutos estão a castigar meu coração
Me fazem triste por onde eu for
Cadê você, oh meu amor?
Cadê o sol e todo seu calor?
Tudo está cinza onde está a cor?
Já é primavera, mas e o beija-flor?

Queimei tudo que eu tinha de ti
Por muito amor a ela
Mas senti pesar por isso
Quando te encontrei numa viela
Vi no seu olhar que não me esqueceras
Mas também não precisas de mim
E eu não posso dispor do meu grande amor
Não, não funciona assim
Viveríamos juntos por lindos dias
E com a alma fagueira nos amaríamos
Amaríamos muito a vida
E muito felizes seríamos
Tudo isso aconteceria
Se eu não amasse a ela com todo meu coração
Se eu não já tivesse me entregado por completo
Para a eternidade dela, seu, não
Digo a verdade, te amo muito
E na eternidade, não te esquecerei
Você estará sempre aqui no peito
Sempre te amarei
Mas a vida me fez escolher por ela
E não por tua pessoa
E é dela que serei para sempre
Enquanto meu amor soa
Mas como um sino soa para todos os lados
Meu coração parece também cantar deste modo
E não consigo deixar de dizer que também sou teu
Mas não posso me entregar a teu engodo
Eu quero ela,
Mas quero a ti também
Quero a todos
Quero alguém
Mas não desta vez
Realmente não posso
Viverei sozinho, sou dela
Simplesmente não posso
Por muito amor a ela
Mas senti pesar por isso
Quando te encontrei numa viela
Vi no seu olhar que não me esqueceras
Mas também não precisas de mim
E eu não posso dispor do meu grande amor
Não, não funciona assim
Viveríamos juntos por lindos dias
E com a alma fagueira nos amaríamos
Amaríamos muito a vida
E muito felizes seríamos
Tudo isso aconteceria
Se eu não amasse a ela com todo meu coração
Se eu não já tivesse me entregado por completo
Para a eternidade dela, seu, não
Digo a verdade, te amo muito
E na eternidade, não te esquecerei
Você estará sempre aqui no peito
Sempre te amarei
Mas a vida me fez escolher por ela
E não por tua pessoa
E é dela que serei para sempre
Enquanto meu amor soa
Mas como um sino soa para todos os lados
Meu coração parece também cantar deste modo
E não consigo deixar de dizer que também sou teu
Mas não posso me entregar a teu engodo
Eu quero ela,
Mas quero a ti também
Quero a todos
Quero alguém
Mas não desta vez
Realmente não posso
Viverei sozinho, sou dela
Simplesmente não posso
sábado, 4 de julho de 2009

Meu amor por ti governa minha mente e vida
Nada que eu faça é liberto a isso
Gritei aos céus que te amaria eternamente
Firmei um pacto, meu compromisso
Os dias passam porém
Amargamente longe de ti
É doce saber que me amas
Mas eu gostaria de todos os dias sua voz ouvir
Quero-te muito
Todos os dias
Vivo em penas
De eternas agonias
Um dia isso vai findar
Isso eu sei
Mas eu não posso o tempo adiantar
Espero tudo como já muito esperei
Eu sei minha querida
Não há muito que fazer
Fique aí me esperando
Não dá para correr
Nada que eu faça é liberto a isso
Gritei aos céus que te amaria eternamente
Firmei um pacto, meu compromisso
Os dias passam porém
Amargamente longe de ti
É doce saber que me amas
Mas eu gostaria de todos os dias sua voz ouvir
Quero-te muito
Todos os dias
Vivo em penas
De eternas agonias
Um dia isso vai findar
Isso eu sei
Mas eu não posso o tempo adiantar
Espero tudo como já muito esperei
Eu sei minha querida
Não há muito que fazer
Fique aí me esperando
Não dá para correr
Você já fez muito, ou tudo
E foi muito lindo, lindo
Mas o que podemos fazer agora
É tocar o barco, indo, indo.

Moça bonita
Ouça-me agora
Tenho um grande amor
Uma mulher que me namora
Mas ela foi tirada de mim
Já há muito tempo
E vivo procurando-a em outros rostos
Mas não tenho sucesso em meu intento
Porém em ti vejo algo
Que dela me faz lembrar
És mulher, e muito bela
Que dá vontade de beijar
Um dia, espero
Te beijarei
E como se beijasse a ela
Comemorarei
Nesse dia
Afogar-nos-emos em prazer
E estando contigo, regozijar-me-ei
Da manhã ao anoitecer
Bela mulher
De beleza inigualável
Você me atrair
É um fato muito provável
Mas esse dia
Em que a ti beijarei
Trairei minha mulher
E muito festejarei,
Está marcado
Para uma data única
Isso acontecerá
Num dia chamado Nunca...
Ouça-me agora
Tenho um grande amor
Uma mulher que me namora
Mas ela foi tirada de mim
Já há muito tempo
E vivo procurando-a em outros rostos
Mas não tenho sucesso em meu intento
Porém em ti vejo algo
Que dela me faz lembrar
És mulher, e muito bela
Que dá vontade de beijar
Um dia, espero
Te beijarei
E como se beijasse a ela
Comemorarei
Nesse dia
Afogar-nos-emos em prazer
E estando contigo, regozijar-me-ei
Da manhã ao anoitecer
Bela mulher
De beleza inigualável
Você me atrair
É um fato muito provável
Mas esse dia
Em que a ti beijarei
Trairei minha mulher
E muito festejarei,
Está marcado
Para uma data única
Isso acontecerá
Num dia chamado Nunca...

Teatro
Fazes-me caras e bocas
Mostras-me teu talento
Estampas-me fácies louca
De julgamentos eu te isento
Vida, oh palco dos teatros mais belos e mais vis
Comporta amores infindos e traições sutis
No fim tudo é amor
No fim tudo é dor
Seja como for
Exala teu olor
Para que todos sintam seu calor
Pois se nos bastidores és minha, no palco és do povo e seu furor
Fazes-me caras e bocas
Mostras-me teu talento
Estampas-me fácies louca
De julgamentos eu te isento
Vida, oh palco dos teatros mais belos e mais vis
Comporta amores infindos e traições sutis
No fim tudo é amor
No fim tudo é dor
Seja como for
Exala teu olor
Para que todos sintam seu calor
Pois se nos bastidores és minha, no palco és do povo e seu furor

Danças,
Sobre o palco
Sobre o meu corpo
Em minha mente
Fazes movimentos
Abruptos e suaves
Levas-me contigo
Pois contigo meu coração sente
Emocionas-me
Tu fazes-me amar
Tu fazes-me gritar
Por mais que ficar calado eu tente
Tua dança me hipnotiza
Sou como a cobra
Tu és a flauta
Que com seus sons e movimentos, deixa-me contente
Tu me chocas
E me acaricias
E para mim brilhas
Como estrela cadente
Somos criminosos
Somos traidores
Sou inocente
Tu és inocente
Meus atos
e os teus
se assemelham
mas nosso amor, é permanente
Sobre o palco
Sobre o meu corpo
Em minha mente
Fazes movimentos
Abruptos e suaves
Levas-me contigo
Pois contigo meu coração sente
Emocionas-me
Tu fazes-me amar
Tu fazes-me gritar
Por mais que ficar calado eu tente
Tua dança me hipnotiza
Sou como a cobra
Tu és a flauta
Que com seus sons e movimentos, deixa-me contente
Tu me chocas
E me acaricias
E para mim brilhas
Como estrela cadente
Somos criminosos
Somos traidores
Sou inocente
Tu és inocente
Meus atos
e os teus
se assemelham
mas nosso amor, é permanente

Fragilidade
Sou frágil, sou fraco
Sou ninguém
Sou criança
Vejo além
Tenho visão
Mas não tenho voz
Sinto o cheiro e o gosto
Mas não posso comer
Se tu me afagas
Feito mulher, ou feito pai
Digo logo, sem pensar
“venha cá, amo você”
Se alguém me empurra
Derramo lágrimas
Não tenho forças
Mas quero ter
Vivo inibido
Quero me expressar
Faço poemas
É o que posso fazer
Digas-me palavras
Doces e sinceras
E agradas meu coração
Para um melhor viver
Mas se disseres palavras
Torpes e malévolas
Farás murchar
Todo meu ser
Sou fraco
Sou pequeno
Por quê?
Por quê?
Sou frágil, sou fraco
Sou ninguém
Sou criança
Vejo além
Tenho visão
Mas não tenho voz
Sinto o cheiro e o gosto
Mas não posso comer
Se tu me afagas
Feito mulher, ou feito pai
Digo logo, sem pensar
“venha cá, amo você”
Se alguém me empurra
Derramo lágrimas
Não tenho forças
Mas quero ter
Vivo inibido
Quero me expressar
Faço poemas
É o que posso fazer
Digas-me palavras
Doces e sinceras
E agradas meu coração
Para um melhor viver
Mas se disseres palavras
Torpes e malévolas
Farás murchar
Todo meu ser
Sou fraco
Sou pequeno
Por quê?
Por quê?

Nós dois
Sou eu quem te aprisiona
Sou eu quem te liberta
Teu auspicioso dia
É quando deixo para ti minha porta aberta
Fui eu quem te produziu
És tu quem me produz
Fazes a tua parte
E eu sou quem te seduz
És tu quem me dá felicidade
És tu quem me dá prazer
Porém és também o motor
Do maior ódio que meu coração sabe fazer
Por ti, odeio o mundo
Por ti, amo a todos
Por ti, me destruo
Por ti, faço-me novo
Por mim, fazes o bem
Por mim, fazes o mal
A mim, fazes a quem?
A ti, faço a qual?
Sou homem, e tu, mulher
Sou mulher, e tu, homem
Sou mulher, e tu, mulher
Sou homem, e tu, homem
Sou eu quem te aprisiona
Sou eu quem te liberta
Teu auspicioso dia
É quando deixo para ti minha porta aberta
Fui eu quem te produziu
És tu quem me produz
Fazes a tua parte
E eu sou quem te seduz
És tu quem me dá felicidade
És tu quem me dá prazer
Porém és também o motor
Do maior ódio que meu coração sabe fazer
Por ti, odeio o mundo
Por ti, amo a todos
Por ti, me destruo
Por ti, faço-me novo
Por mim, fazes o bem
Por mim, fazes o mal
A mim, fazes a quem?
A ti, faço a qual?
Sou homem, e tu, mulher
Sou mulher, e tu, homem
Sou mulher, e tu, mulher
Sou homem, e tu, homem

Morte
Ela é quem me trouxe o maior dos meus sofrimentos
E é também quem trará a maior de minhas alegrias
Espero somente o fatídico momento
Para que estejamos novamente juntos e sejam decretadas minhas alforrias
Estaremos juntos, seja na escuridão do nada
Ou seja no clarão dos céus
Seja na beleza da alvorada
Ou seja na turveza dos escarcéus
E minha tristeza findará
E tudo que me atormenta
Terá destino justo
Isso muito me alenta
Mas o que acontecerá de verdade pouco se sabe
Os meus destinos e os seus, quem pôde lobrigar?
O que importa é sermos felizes,
E eu amar você, e você me amar.
Ela é quem me trouxe o maior dos meus sofrimentos
E é também quem trará a maior de minhas alegrias
Espero somente o fatídico momento
Para que estejamos novamente juntos e sejam decretadas minhas alforrias
Estaremos juntos, seja na escuridão do nada
Ou seja no clarão dos céus
Seja na beleza da alvorada
Ou seja na turveza dos escarcéus
E minha tristeza findará
E tudo que me atormenta
Terá destino justo
Isso muito me alenta
Mas o que acontecerá de verdade pouco se sabe
Os meus destinos e os seus, quem pôde lobrigar?
O que importa é sermos felizes,
E eu amar você, e você me amar.
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