Páginas

domingo, 26 de julho de 2009

"Amiga, olha aquele ali de barba..."
"Ahrhhhh"

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Não sou triste nem feliz
Vou vivendo
E enquanto tenho tempo e interesse nisso
Também vou escrevendo

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sofri tanto
Hoje já quase esqueço que sofro
Estou tão acostumado
Que é como se fosse com outro

O mundo me revelou a maldade
E aprendi a ser triste
Mas sei o que é a felicidade
Sei que ela também existe

Já não ligo muito para o meu destino
Cansei das lutas deste mundo
O que eu quero é escrever (um pouco)
E entender o que há de profundo

Filosofia é a ciência mais alta
Donde surgiram todas as outras
Ela está na cabeça dos ricos
E também na dos que têm vestes rôtas
Não sou só eu quem acha
A vida na Terra sombria
Achavam isso também
Cecília Meireles e Gonçalves Dias

Cecília recomendava ao Pássaro Azul
A não descer aos ares humanos
Pois são muito pesados
Todos os dias, e todos os anos

Gonçalves Dias dizia:
O homem nasce e vive um pouco
E sofre até morrer.
Este mundo é muito louco

Eu não penso de modo diferente
A vida é muito mais desprazer do que prazer
Algumas horas, alguns dias de alegria
O resto de todo o tempo é sofrer, sofrer

Os homens têm pouca culpa de serem como são
A sociedade já traz valores e problemas
Fora as desditas que atribuímos a Deus
Não podemos mudar muita coisa, são nossos tristes sistemas

Deus que nos ajude a nos melhorar
Pois se hoje já vivemos em contenda
Quero ver quando a água e o petróleo acabarem
Vamos trilhar uma triste senda
A lua, mansa, observa a Terra
Como mãe, está próxima, sempre a velar
E o sol, como pai, traz a energia
A tudo dá força e tudo faz iluminar

A terra é onde a vida do homem acontece
O ar supre do oxigênio e a água cai, a molhar
Então todos bebem de sua força
E o resto é todo lavado para o mar

Os peixinhos são como nós homens
Vivem em função do alimento
Mas não sei se eles podem, como nós
Adorar o mar e adorar o vento

Nós somos como aves, de várias espécies
Uns andam em bando, outros vivem sozinhos
Uns saem voando a procurar outros ares
Outros ficam em seu canto e não largam dos ninhos

O homem aprendeu com as aves
Que é preciso viver a cantar
E uns que são mais audaciosos
Aprenderam também a dançar

A dança e o canto são modos de se expressar
Quem não se expressa acaba ficando
Como um rio que não chega até o mar
E represa seus sentimentos,a terra alagando
Saber sentir

Saber sentir a alegria e a tristeza que estão no mundo
Saber ver a mesma beleza que está no limpo e no imundo

Olhar para os céus e ver uma nova esperança
Olhar para a Terra e saber amar uma criança

Receber com prazer de alguém uma flor
E entender que pode ser o símbolo de um grande amor

Enquanto olhamos, pegamos, ouvimos, cheiramos, captamos, sentimos
A vida acontece e entre uns e outros nos repelimos e atraímos

E aí vêm os valores que damos para pessoas e objetos
Que podem ser maus ou bons, errados ou certos

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O tempo vai passando
E eu aqui pensado
Fazendo nada mais
Que um novo poeta faz

Eu vejo o tempo passar
E gostaria de ver ele parar
Simplesmente por não querer
Mais a dor nem o prazer

Eu quero que o vento me leve
Qual folha despendida
Que, leve, vai com o vento
Para mata mais garrida

E porventura cair na água
E ser levado pelo rio
Até o mar e conhecer
E talvez viajar num navio

Eu vou me deixar levar
E ver onde as ondas vão me deixar
E se for numa praia bonita
Ali mesmo vou ficar

Mas posso até lá não agüentar
E vou eu mesmo meu rumo caçar
E deixo de lado o vento e o mar
Para o destino encontrar
No céu os ventos correm
E seus corpos roçam no meio
Das cidades, das pessoas
Tomando seu cheiro

Eu o vento canto
Enquanto ele dança com o ar
Com sua força me encanto
E continuo a ele cantar

A luz da lua
Nos diz que o sol continua
Vivo e forte
Sem medo da morte

Esse poema não diz nada
A uma pessoa interessada
Em algo de mim ver

Eu canto a estrada
Uma poesia já cantada
Por outros e por você

domingo, 19 de julho de 2009

É preciso manter a alma serena
Mesmo quando o céu se enche de nuvens
E não mostrar ao mundo somente revolta
Porque existem coisas boas, incríveis

É preciso permanecer gentil
Mesmo com o seu pior algoz
E mostrar para as pessoas um sorriso
De quem conhece do amor a voz

É preciso ao sentir o vento soprar
Ver que podemos ser ainda felizes
E pegar um pincel e tinta variada
E pintar a vida em diversos matizes

Saber fazer silêncio a exemplo
Das estrelas que caladas
Fazem brilhar intensas luzes
Que pelos poetas são amadas

Mas saber falar também é importante
Devemos falar aquilo que nos importa
Porque quem não fala o que o coração grita
Certamente sua alma não comporta

É preciso saber também dar fim
A toda e qualquer coisa que acabou
Como o passarinho que não precisa mais voar
Pois toda uma vida ele já voou

E é preciso, mais ainda, continuar
E passar a vida a como um cantor
As alegrias infindas de um afeto cantar
Eternizando o verdadeiro amor
Coloquei um google adsense (anúncios publicitários) só pra ver como é que funciona.
Fazer poesia é assim
A gente fala o que sente
Mas isso depende demais
De outros fatores quais
A lua que nasce e o sol poente

sábado, 18 de julho de 2009

Precisamos construir para preencher o vazio de nossos corações
Precisamos estudar, trabalhar, ler, poetizar
E nosso sonho é estar de coração afinado às nossas canções
Até que delas e de tudo a gente passe a cansar

Cantamos e falamos sem saber bem o que queremos
Quem dita o que a gente quer são outras pessoas
A gente é que acha que tem vontade própria, e vivemos
A fazer o que achamos que são coisas boas

A tentar nos completar, nos encaixar em diversos padrões
Ter carro, casa, cachorro, mulher
Pra quê isso? São sempre as mesmas emoções
A vida será somente isso? Há quem diga que é

As nossas vidas vão mudando ao sabor do vento
Às vezes revolto, às vezes calmo, às vezes almo
Segurar as minhas roupas que estavam no varal, eu tento
Enquanto mais um louco ou sábio me lê um salmo

Deixo todos os dias minhas preces em barquinhos de papel
No rio dos pensamentos, que vive em cheia
Que nos traz respostas só de vez em quando, direto do céu
E por vezes tento uma pepita de ouro no rio com minha bateia

É tudo vazio e sem valor quando se está como estou
Me dá um presente, abro um sorriso
Mas o que valem sempre mais são as palavras que você falou
Se confia em mim e em tudo que eu digo

Palavras são como caixinhas que carregam algum valor
Pode ser brita, pode ser ouro
Depende da sinceridade que você ali por
Ela pode ser também de papel ou revestida em couro

Se você não põe as palavras na caixa da sinceridade
Elas correm o risco de voarem com o vento
Vento que desvaloriza e tira a validade
Do que poderia ser dito com algum acento

E a cerimônia e ritual que você faz para me entregar alguma palavra
Sempre mostra o valor do documento
É como um escultor que um trabalho com cuidado lavra
Que se demora nos detalhes, valorizando o ornamento

É preciso valorizar a beleza e também o prazer
Mas e nós, feios e desconcertados?
O que é que nós vamos fazer?
Somos esquecidos e à vala jogados

Que mundo esquisito em que não existe igualdade
Deus ainda não explicou nada disso pra gente
Este mundo é feito de uma complexidade
Que ninguém explica e ninguém entende

Seria justo um ser belo e rico e cheio de dons
Enquanto outros são feios, pobres, desajeitados?
Uns têm soberba voz, cantam majestosamente, são bons
Já nós mal conseguimos falar, somos renegados

Não fico em lamentações simplesmente por dó de mim
Olho é para o mundo e não sei mais se existe justiça
Não sei porque Deus inventou um mundo tão triste assim
Tenho toda certeza que não foi por preguiça

Podemos pensar diferente deste modo que estou pensando
Podemos achar que as desigualdades são tempero para o mundo
Senão nada teria graça e viveríamos como robôs, executando
Tarefas que Deus nos legaria de segundo a segundo

É porque somos diferentes que existe o feio e belo
Que passamos a ter olhares diferentes para coisas desiguais
É por isso que há os que ao invés de ter casa têm castelo
Mas vou te falar que um casebre eu admiro bem mais

Se precisasse eu viveria na pobreza só por prazer
O que eu preciso muito é de um computador onde escrever
Fora isso em qualquer lugar você poderia me ver
A minha vida tem se resumido a isso: poesia e sobreviver

Eu não ligo pra se a comida é cara ou não
Pra mim o que importa é ter o sal pra eu por
Gosto de tempero, talvez manjericão
Coentro, noz moscada, e uma pimentinha pra dar sabor

Ô Brasil sofrido, mas que sabe fazer arte
Faz-se samba, comida boa, capoeira esperta
Faz-se de tudo, também ciência por toda parte
E já vi até quem faz o rock n’ roll e poesia concreta

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Eu não tô conseguindo fazer mais poemas
O que será que ouve?
A fonte secou
Arroz, feijão, lentilha e couve.

Hahahar
Só pra rimar
E o que eu vou fazer?
Dançar, pular.
Olhos que desejam
Algo que está em mistério
Ele fecha a cara
E mostra que está sério

Ele vê sua liberdade
Ele vê seu prazer
Tudo isso um dia
Ele irá ter

Oh glorioso dia
Em que ele se libertará
De tudo que amarga sua boca
E que lhe faz chorar

É tempo de se alegrar
Porque a esperança
Faz da gente, sorridente
Como que uma criança
Oh penar!
Que vida mais amarga
Minha mente mal consegue fazer
Construção que seja mais larga

Eu queria tanto ser
Um homem de realizações
Um homem que produz muito
De muitas construções

Mas não,
Minha mente é um tanto fraca
Mal eu tenho memória
E de dons ela é parca

E ainda veio a vida
E peso em minhas costas colocou
Como se não bastasse
O pouco ou nada que sou

E assim vou andando
Entre tropeçar e cair
O meu prédio vou levantando
Que talvez irá ruir

Alegrias, tenho sim
São belas, muito belas
Mas não é agora
Que vou falar delas
Eu não sei
Se eu creio mesmo em Deus
Eu sei que já pedi
E Alguém já atendeu
Existe uma traça que come o livro da minha vida
Ela vai comendo devagarinho cada pedaço
Ela anda por mim, mas fica bem escondida
Ela come e come, enquanto eu não passo

Vão-se embora letras e palavras
Ela vai desfazendo minhas rimas
E eu vou esquecendo de tudo
Amigos, pessoas, meninos, meninas

A traça está a comer
E um dia ela vai acabar
Neste trágico fim eu vou morrer
E ela só vai engordar
A vida é louca
Agimos muitas vezes sem saber o que fazemos
Pensamos ter algum controle sobre a vida
Mas não, nunca temos

Erramos uma vez
Não paramos de errar
Quando vamos perceber
Nós praticamente só erramos
Erramos sem parar

Acertamos muito também
Gostamos de acertar
Mas o que são acertos?
O que são erros?
Você pode me falar?

(Eu acredito que existam erros e acertos, mas nada é completamente errado nem completamente certo)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Não sei que não sabe
Não sabe de não saber
Ninguém sabe, não sabemos
Então o que vamos fazer?

A insapiência do homem sábio
É de se notar, é de se ver
Quem sabe, mas sabe mesmo
Talvez seja somente você

Você, que diz que sabe
Que imperfeito, está a viver
Diga-me logo o que tem
Nesta cabeça, para eu ver

Quero logo, algo agora
Preciso de um sábio, pra me entender
Pegar minha vida, e me explicar
Tintim por tintim, porquê por porquê.
Tem alguns aspectos na vida
Que me fazem entristecer
Que se ligam a mim
Ligam ao meu ser

Existe em minha vida
Maldoso algoz
Que tem agido comigo
De maneira atroz

Não sabe o que eu passo
Nem o que passei
Por causa desse monstro
Só eu mesmo sei

Não quero contar
É um caso muito triste
Talvez exista coisa pior
Sim, sei que existe

Mas em minha vida
Não consigo me satisfazer
Vejo este mundo imperfeito
Que não dá para viver

É gente sofrendo
Desigualdade
E aos homens grandes
Falta humildade

E eu, o que posso fazer?
Sou somente mais um sofredor
Não tenho forças, como pode ver
Mal posso cuidar da minha dor

O mundo é estranho demais
E além dos meus erros tem os erros dos outros
Como podemos suportar
Os erros de todos?

Já nem sei mais se é errado errar
Já não quero saber de nada
Minha vida
Já é muito complicada

Este mundo é muito louco
Estou procurando ficar em paz
Coisa que já procuro
Desde uns tempos atrás

Paz...
Sei lá...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Eu queria saber todas as palavras do mundo
Para que quando eu me expressasse
Eu conseguisse dizer da melhor forma
Passar em palavras tudo aquilo que informa
Toda cor, sombra e brilho que meu coração pintasse
Meu Herói

Nesta vida atual
O homem constrói, faz
Obras grandiosas
Sempre, cada vez mais

São belos castelos
Arranha-céus, navios no mar
A civilização cresce
Sempre, sem parar

Mas enquanto isso
Enquanto as megalópoles fervem
Em algum lugar estou
Sem que os grandes observem

Moro na África
Na América Central
Ou talvez no Brasil
Em região rural

Neste lugar incógnito
Vivo um pouco esquecido
Pelas pessoas de um mundo louco
Mundo em que tenho vivido

E na pobreza em que vivo
Neste meu lugar
A única coisa que posso fazer
É, graças a Deus, sonhar!

E deste modo
Dei pra pensar
Que o mundo precisa de um herói
Para nos ajudar

E então comecei
A imaginar
Um perfeito herói
Como ele será?

Não é como os heróis
Que ostenta a mente infantil
A forma física pouco lhe importa
Não é velho nem moço, mas tem espírito juvenil

Ele pode vir dos céus
Ou de qualquer lugar
De qualquer terra
Ou de qualquer mar

Imagino-o andando pela multidão
Andaria dando mãos ao povo
Todos sorririam para ele
E ele sorriria de novo

Ele entoaria
Sublime canção
E todos tirariam a voz
De dentro do coração

Ouviria a todos
E a todos daria resposta
E em via de qualquer problema
Estaria ali, tomando nota

O requisitariam
Nos júris, nos tribunais
E ele ali mostraria
Que todos somos iguais

Sua espada
Somente a palavra seria
Que como que por magia
Cada um acataria

Seus argumentos e seu agir
Seriam muito bem fundamentados
Sua palavra seria a de todos
Pois em todos seria embasado

Aos fracos e aos perdidos
Ele salvaria
Mostraria aos de alma enclausurada
Como entender a luz do dia

Ele amaria a lei,
Que sairia de sua boca
Para ser executada
Com cuidado e força

Por sua natureza poderia ver-nos de cima
Mas desceria de seu brilhoso pedestal
Para nos olhar de olhos a olhos
Olhar de igual para igual

Meu herói
Oh, como te quero
Qual ventura não seria
A que em ti espero?

Aparecei, oh homem
Ou ser doutra natureza
Salvai-nos do mal
E de toda tristeza!

De vossa primorosa mente
Fazei fluir toda sabedoria
Para que, sedentos, experimentemos
Da verdade que já se prometia

Basta-vos um simples gesto
E as trevas com vossa luz abris
E transformais tristes desertos
Em jardins primaveris

Dai-nos vossa glória
Mostrai o vosso poder
Erradicai a miséria
Que há em cada ser!

Oh, almo herói
Sois tudo que eu quis
Plangente vos pergunto
Será que existis?

terça-feira, 14 de julho de 2009

A vida é tão estranha...
Mas tem belezas também, veja a Mari por exemplo, é linda.
Mesmo assim ainda não entendo muita coisa...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Meu irmão
Sei que é contra o meu amor
Sei que pensa que vou suicidar
Sei que acha que isto me faz mal
E que vagaroso, vou definhar

Mas não,
Se estou destruído
De alma apagada
Você sabe bem
Não tenho culpa de nada

Eu simplesmente amei
E por isso ele me arrasou
Acabou com minha vida
E com tudo que sou

Saiba que a única coisa
Que me impede de minha vida findar
É este lindo amor
Que posso cultivar

E este amor é verdadeiro
Sei que é difícil acreditar
Mas um dia você vai entender
Quando eu puder lhe contar

Hoje não posso
Nem no assunto tocar
É sério, não dá mesmo
Um dia vou lhe falar
Tudo que era bonito me fazia vibrar
E eu escrevia para você cheio de emoção
Cada palavra tinha grande valor
Tinha a importância de uma oblação

Eu era melancólico
E apaixonado
Tudo que eu te escrevia
Parecia ter passado por um tornado

Parecia que eu sabia
Do destino que nos guardava
Daquilo que nos cabia
Do sinistro que nos esperava

Eu queria ser perfeito
Para então te servir
Sem esta condição
Eu temia nossa relação ruir

Eu era perfeccionista
Porque se tratava de você
Queria a todo momento
Te ver, te ter

Mas eu chorava por dentro
Porque eu não era lá
Aquilo tudo que eu ficava
Todo dia a imaginar

Mas você dizia coisas tão lindas
Era como se me injetasse alegria
E eu saia quase voando
Como ditosa cotovia

E quando eu ficava a ver
Você, maravilhosa, dançar
Eu queria ser tudo seu
Suas roupas, seu suor, seu ar

Como meu coração já sofreu por ti
Você, hoje, já notou isso
E sabe que continuarei a te amar
Firmando meu compromisso

Hoje você sabe
Quem é que te ama de verdade
Quem passou por cima de tudo
E sofreu horrores, muita maldade

E infelizmente...
Infelizmente...
Só eu sei como você me ama
Está tudo em minha mente.
O que é o corpo e o prazer?
O que é o tempo, que passa?
O que são as construções de todo ser?
O que é a jovialidade e a graça?

Vivemos a tentar agradar alguém e a nós mesmos
Mas que importa a nossa opinião ou a de outro qualquer?

Que são tempo e espaço?
Que é a vida e a morte?
Que são as coisas que eu faço?
Que são os fatos da sorte?

É tudo cinzas
É tudo destroços
É tudo passado
Só restam os ossos

Mas e você, minha querida?
Porque mesmo assim permaneces?
Porque nosso amor continua?
Porque tu ouves minhas preces?

Imaginei que tudo acabaria junto com a morte
Mas não. Eis que você está aí
Sei que você é bem forte
E consola quem está aqui

Acredito que toda crença seja verdadeira
Você está viva e tem vontade e ama
Mas também está morta
Como te deixei naquele dia, naquela cama

É tudo cinzas
É tudo destroços
É tudo passado

Só sei que quero
Algum dia
Te ter ao meu lado

(Te amo demais!!!!!!!!!!!!!!!!)
(E você existe!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

domingo, 12 de julho de 2009

Ela é para mim o meu único motivo de viver
Ela é linda, celeste, almo ser
Pudibunda, esconde os erros
Para que eu não possa ver
E esquece o passado
E diz “amo você“
Eu costumava me encantar com vida
E ter a alma fagueira
Cheguei até a me julgar, certa vez
Pessoa sobranceira

Eu via os fatos com forte deslumbramento
Acreditava no mais belo
A vida era uma canção
E eu era muito sincero

Os sonhos iluminavam minha mente
E me faziam muito alegre
E nos campos, contente
Eu corria como uma lebre

Eu queria ser meigo com todos
Nunca desprezara ninguém
Mas é claro, sim
Já cometi erros, porém

Mas nossa... como eu queria
O bem de cada ser!
Sim, o meu, mas o de todos
Também o de você

Eu entendia e amava a cada um
Tanto os que vivem na opulência dos palácios
Quanto os que habitam as choças
Ou mesmo os que escolheram a vida fácil

Eu queria igualdade
Que todos pudessem comer bem
E dizia: Você merece tudo que há de bom
Olhando para os olhos de qualquer alguém

Ao sentir o zéfiro das madrugadas
No anelo de uma ventura sem fim
Desejava me unir à Natureza
E me tornar um querubim

Eu tinha inocentes quereres
Desses que todo humano tem
De servir a Deus e ao mundo
De praticar o bem

Eu levantava a fronte
Em questionamentos ao Pai
“Vai me responder, oh, Magnânimo?
Por favor, diga que vai”


Eu mudei pouco
Silêncio

Eu só quero silêncio sobre este assunto
Por favor, não fale nada
Para que não faça
Alguma coisa errada.


Explosão alegre
Emoções, quereres, ahhhh!
Som alto, quebradeira
Cantahhhhhr!!

Gira os cabelos no ar
A harmonia nos faz exaltar os ânimos
Mas o que é louco me faz admirar mais
Quando há espontaneidade entre os amigos

Soltar a voz como se cantasse bem
E olhar para os amigos esperando o sorriso de alguém

Gritar se necessário
Pular nos ombros do amigo que é um armário

Rock n’ roll na cabeça
Caixas lá no talo
Gente nova pulando
Fazendo espetáculo

Cante também
Sei lá
Faça o que quiser
O negócio é gostar

O mundo é loucura
Tem-se que tentar ser feliz
Tente fazer o que quiser
Ou faça o que outro quis

Chega de conversa
O mundo é complicado de mais
Solta o corpo gira e grita
E sinta o rock n’ roll em altos astrais
Quando as cachoeiras de teus olhos enchem a represa de minha melancolia
As águas fazem tudo que o vento há muito tempo já fazia
Preenchendo o espaço vago que há em minha vida tão vazia
E quando abro as torneiras de minha alma
Sai o que há dentro que é deixado em minha pia
Sai revolta, tristeza, felicidade e calma
Tudo de novo pra fora, virando poesia

Quero as rosas do teu campo florido em meu bouquê
Quero em meus olhos a sua imagem, preu te ver
E que tu fiques gravada em minha mente para eu não esquecer

Porque se a chuva cai o sol a faz subir novamente
Daí a pouco olha ela caindo para alegrar a gente
Mordes a maçã que é o fruto recomendado pela serpente
E faz do teu corpo motivo de uma pessoa contente

Porque
Essa vida é assim, pra se viver
Porque
Um dia todo mundo tem que morrer
Porque
Nesta vida o que faço é te querer

sábado, 11 de julho de 2009

É busca incessante por ser bom em alguma coisa
E por mais que eu tente, não consigo nada
A gente quer se mostrar pros outros
A gente quer a pessoa fique felicitada

A gente quer amizade
Mas nem sabe o que é isso direito
Eu quero que me vejam
Como um bom sujeito

Gosto da solidão
Porque nela ninguém me julga e eu não julgo ninguém
Gosto de viver com amigos
Mas parece que eu vivo sem

É algo estranho dentro de mim
Que não me deixa me aproximar
Também, será que isso importa?
Será que eu deixo pra lá?

Sinto-me distante
Também acho que nunca estarei perto
Acho que a vida é assim
Somos todos distantes, certo?

Não adianta tentar entrar em mim
Você não conseguirá
Sou uma pedra fria e triste
Que não pode se expressar

Fico calado, não falo
Há tanta coisa que eu queria falar
Mas eu não posso, não me deixam
Iriam me perturbar

O jeito é viver
Por mais algum tempo
Enquanto ainda posso
Até certo momento

DUAS IMPORTANTES COISAS
SOU SINCERO E NÃO MINTO
Falo somente a verdade
E também falo o que sinto

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Here I am, thinking about this life
How long will be this pain?
When this suffering will stop?
When I will see you again?

I saw you in my dreams
You changed my sad way
When you hug me
I think I’ll fly with you, away

Please say to me
My suffering will end
And again and again
My messages for you I’ll send

I love you, yes, so much
Thanks for loving me too
Because you are everything to me
Without you, I’ll adore who?

O Universo É MUITO MAIS
É MUITO MAIS além
É a dança maluca que vemos
Entre o Mal e o Bem

O Mal ACABA COMIGO
ACABA COMIGO pra sempre
O Bem me faz sorrir
Ao ver a lua crescente

O Universo TALVEZ SEJA
TALVEZ SEJA complicado
Mas porque não ser simples,
Para não ser errado?

Seja ele BELO OU FEIO
BELO OU FEIO é qualquer um
Depende do ponto de vista
Melhor o de quem bebe rum

Quem criou O UNIVERSO
O UNIVERSO meu e teu
De algo muito importante
Fazer se esqueceu

Esqueceu-se DE ENTREGAR
DE ENTREGAR aos corações
Um simples manual
Um manual de instruções

quinta-feira, 9 de julho de 2009


O universo é isso
É eu, você, cada um de nós
E vamos morrendo e vivendo
A vida é da morte uma foz

Somos iguais, mas somos diferentes
É complicado entender
Lá no fundo, bem no fundo
Temos um mesmo modo de ser

Mas por fora são tantas diferenças
Tantas diferenças
Que eu nem sei por quê

Se eu soubesse eu não ficaria
A vida inteira me perguntando
Porque eu sou negro e você é branco
Ele não pode andar e eu estou andando

Se existe Deus, eu não sei
Sei que existe amor
E que quando peço alguém ouve
Seja onde for

Mas também sinto que existe muita prece esquecida
Muito sofrimento deixado pra lá
Pergunto: pra quê tudo isso?
Porque terra, céu e mar?


Quando
A noite chega e tudo se esfria
Fico querendo estar à luz do dia
O sol brilhando em todo seu calor
Quando
A solidão me faz ficar aqui calado
Fico querendo estar de novo ao seu lado
Sentindo a luz de todo seu amor
Mas
Tanto a noite quando a solidão
Que jutos estão a castigar meu coração
Me fazem triste por onde eu for

Cadê você, oh meu amor?
Cadê o sol e todo seu calor?
Tudo está cinza onde está a cor?
Já é primavera, mas e o beija-flor?


Queimei tudo que eu tinha de ti
Por muito amor a ela
Mas senti pesar por isso
Quando te encontrei numa viela

Vi no seu olhar que não me esqueceras
Mas também não precisas de mim
E eu não posso dispor do meu grande amor
Não, não funciona assim

Viveríamos juntos por lindos dias
E com a alma fagueira nos amaríamos
Amaríamos muito a vida
E muito felizes seríamos

Tudo isso aconteceria
Se eu não amasse a ela com todo meu coração
Se eu não já tivesse me entregado por completo
Para a eternidade dela, seu, não

Digo a verdade, te amo muito
E na eternidade, não te esquecerei
Você estará sempre aqui no peito
Sempre te amarei

Mas a vida me fez escolher por ela
E não por tua pessoa
E é dela que serei para sempre
Enquanto meu amor soa

Mas como um sino soa para todos os lados
Meu coração parece também cantar deste modo
E não consigo deixar de dizer que também sou teu
Mas não posso me entregar a teu engodo

Eu quero ela,
Mas quero a ti também
Quero a todos
Quero alguém

Mas não desta vez
Realmente não posso
Viverei sozinho, sou dela
Simplesmente não posso

sábado, 4 de julho de 2009


Meu amor por ti governa minha mente e vida
Nada que eu faça é liberto a isso
Gritei aos céus que te amaria eternamente
Firmei um pacto, meu compromisso

Os dias passam porém
Amargamente longe de ti
É doce saber que me amas
Mas eu gostaria de todos os dias sua voz ouvir

Quero-te muito
Todos os dias
Vivo em penas
De eternas agonias

Um dia isso vai findar
Isso eu sei
Mas eu não posso o tempo adiantar
Espero tudo como já muito esperei

Eu sei minha querida
Não há muito que fazer
Fique aí me esperando
Não dá para correr

Você já fez muito, ou tudo
E foi muito lindo, lindo
Mas o que podemos fazer agora
É tocar o barco, indo, indo.


Moça bonita
Ouça-me agora
Tenho um grande amor
Uma mulher que me namora

Mas ela foi tirada de mim
Já há muito tempo
E vivo procurando-a em outros rostos
Mas não tenho sucesso em meu intento

Porém em ti vejo algo
Que dela me faz lembrar
És mulher, e muito bela
Que dá vontade de beijar

Um dia, espero
Te beijarei
E como se beijasse a ela
Comemorarei

Nesse dia
Afogar-nos-emos em prazer
E estando contigo, regozijar-me-ei
Da manhã ao anoitecer

Bela mulher
De beleza inigualável
Você me atrair
É um fato muito provável

Mas esse dia
Em que a ti beijarei
Trairei minha mulher
E muito festejarei,

Está marcado
Para uma data única
Isso acontecerá
Num dia chamado Nunca...

Teatro

Fazes-me caras e bocas
Mostras-me teu talento
Estampas-me fácies louca
De julgamentos eu te isento

Vida, oh palco dos teatros mais belos e mais vis
Comporta amores infindos e traições sutis

No fim tudo é amor
No fim tudo é dor
Seja como for
Exala teu olor
Para que todos sintam seu calor
Pois se nos bastidores és minha, no palco és do povo e seu furor

Danças,
Sobre o palco
Sobre o meu corpo
Em minha mente

Fazes movimentos
Abruptos e suaves
Levas-me contigo
Pois contigo meu coração sente

Emocionas-me
Tu fazes-me amar
Tu fazes-me gritar
Por mais que ficar calado eu tente

Tua dança me hipnotiza
Sou como a cobra
Tu és a flauta
Que com seus sons e movimentos, deixa-me contente

Tu me chocas
E me acaricias
E para mim brilhas
Como estrela cadente

Somos criminosos
Somos traidores
Sou inocente
Tu és inocente

Meus atos
e os teus
se assemelham
mas nosso amor, é permanente


Fragilidade

Sou frágil, sou fraco
Sou ninguém
Sou criança
Vejo além

Tenho visão
Mas não tenho voz
Sinto o cheiro e o gosto
Mas não posso comer

Se tu me afagas
Feito mulher, ou feito pai
Digo logo, sem pensar
“venha cá, amo você”

Se alguém me empurra
Derramo lágrimas
Não tenho forças
Mas quero ter

Vivo inibido
Quero me expressar
Faço poemas
É o que posso fazer

Digas-me palavras
Doces e sinceras
E agradas meu coração
Para um melhor viver

Mas se disseres palavras
Torpes e malévolas
Farás murchar
Todo meu ser

Sou fraco
Sou pequeno
Por quê?
Por quê?


Nós dois

Sou eu quem te aprisiona
Sou eu quem te liberta
Teu auspicioso dia
É quando deixo para ti minha porta aberta

Fui eu quem te produziu
És tu quem me produz
Fazes a tua parte
E eu sou quem te seduz

És tu quem me dá felicidade
És tu quem me dá prazer
Porém és também o motor
Do maior ódio que meu coração sabe fazer

Por ti, odeio o mundo
Por ti, amo a todos
Por ti, me destruo
Por ti, faço-me novo

Por mim, fazes o bem
Por mim, fazes o mal
A mim, fazes a quem?
A ti, faço a qual?

Sou homem, e tu, mulher
Sou mulher, e tu, homem
Sou mulher, e tu, mulher
Sou homem, e tu, homem


Morte

Ela é quem me trouxe o maior dos meus sofrimentos
E é também quem trará a maior de minhas alegrias
Espero somente o fatídico momento
Para que estejamos novamente juntos e sejam decretadas minhas alforrias

Estaremos juntos, seja na escuridão do nada
Ou seja no clarão dos céus
Seja na beleza da alvorada
Ou seja na turveza dos escarcéus

E minha tristeza findará
E tudo que me atormenta
Terá destino justo
Isso muito me alenta

Mas o que acontecerá de verdade pouco se sabe
Os meus destinos e os seus, quem pôde lobrigar?
O que importa é sermos felizes,
E eu amar você, e você me amar.