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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Marcelo III

É aquilo que acontece
Entre correntes, uma e outra
Anéis que se prendem
Sôlta vertigem pelos ares e o céu
Já parece não ter mais cor
Reação em cadeia

Também é alegria.
É tudo.


-=-

sábado, 31 de julho de 2010

Marcelo II

Gosto de simples
E de floreações
Por sobre o pegão
E do burro de carga

A enseada
Sob a chuva
E o azedume mordido
Daquela curva sinuosa

Marcelo I

Dançar. No chão
Deitados como
Bombom mordido
Esquecido dentro da boca.

A lagartixa já não canta
O céu já não ferve
Mas eu ainda gosto
Eu ainda vou morrer.

Caleidoscópio ambulante
É a minha mente
Essa gente ingente
Que não gosta de chocolate branco.

Álcool e cigarros,
Sorrisos e pigarros,
Manifestação amorfa,
E compreensível.
E gostosa.

Cheiro de lixo,
No luxo dos seus olhos vermelhos.
É tão gostoso que
Eu respirei profundo.

Eu quero minha digital na sua pele
Porque mesmo em eclipse
Lua e Sol não se tocam,
Tocam?

Seu toque me queima
Cinzas cor-de-alaranjado
Rosa, verde e roxo,
E as outras cores também.

O azul é bom.

Me abraça e dorme.
Vou dormir, me abraça.
E não faça mais
Nunca mais.

Não...






(é uma série de poemas meus, que eu chamo de Marcelo)

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Ideal

Meu sonho era sonhar o mundo,
Como ele poderia ou deveria ser.
Pensar nas suas regras e como
Elas poderiam ou deveriam reger.

Deveriam fazer, construir,
Estudando de Platão a Nietzsche,
Aquilo que seria o mais ideal,
Para descobrir que o ideal não existe.

Ainda.

domingo, 11 de julho de 2010

Merencória beleza

I
Ser triste é, também, uma beleza,
Beleza que conhece a lua,
Que prata, ilumina minha pele nua,
Ilumina minha pobre natureza.

Ser alegre é uma proeza,
Que o jovem iludido concebe,
Antes que a vida tombe com peso,
Por inteiro sobre sua cabeça.

II
Ilusão não é sempre falácia,
Pode mover-nos para frente,
Como abelha fremente,
Que acha a flor com eficácia.

Dê-lhe uma ilusão - não quero -,
E o homem vive mais mil lastros,
E olhando para seus rastros,
Trabalhará com mais esmero.

III
Dê-me, então, a verdade,
Mas não me faça chorar,
Pois a verdade é como um altar.
Lá se reza o amor e a maldade

A verdade é como velho pesqueiro,
Que vive em barco lacustre.
Mesmo que na pesca se frustre,
Não deixa o lago, por inteiro.

A verdade é como o que sinto,
E que sente você, dentro em mim.
Que por mais que faça barulho,
É, para alguns, bala de festim.

E com esta bala, atiro em mim mesmo,
E me mato, em funda agonia,
Depois saio atirando a esmo,
Como se estivesse vivo, com alegria.

E brandi a palavra, embalado em melancolia,
Como se estivera vivo, algum dia...




* * *

sábado, 10 de julho de 2010

Um poema chamado Amor

Um poema chamado amor:

Hoje torci o pé.
Nossa, doeu demais...





* * *

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Triste esperança

O amor fala
[Palavras silenciosas]
Que só quem ama escuta
A frase, que, absoluta
É melodia e prosa

É um amor maior
[Ele olha para o Alto]
E vive dentro do peito,
Errante e escorreito
[Como mendigo no asfalto]

Na vida que vive,
Ainda que bem quisto,
Por detrás de minhas costelas
Se sente em uma cela
[Ergástulo sinistro]

Vira, e ainda vê
De Deus o feitio,
A epítome da beleza
A mostrar sua lhaneza
[Quebrantada pelo frio]

Olhando para frente,
Ainda sente o passado
[Ele o quer e o namora]
Ele adora. Muito embora,
Corre azafamado

Esperando e sonhando
[Ao provar flores amargosas]
Quando a vida ao chão se eiva
Ele dá à sua mente a seiva
De realidades esplendorosas

Guarda um trevo
[Verde cardiopétalo]
Que te dá sorte e força
Ama a Deus e ama a moça
E vai com o mundo [é seu bucéfalo]

E triste, vê os montes
Vê o rio que corta as alterosas
Como corta meu coração
A sua alta canção
[Que alimentam terras viçosas]

domingo, 4 de julho de 2010

Ideal Meal

D’you doubt that we could bring
To this world a new ideal?
If you doubt, come with me
And we will start to cook a meal

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Horizonte

É o povo lá de cima que manda,

Eu preciso reconhecer

Que não há nada mais sincero,

Do que amar até morrer.


Amar até lançar

Os olhos ao mar

E deixá-los navegar.


Enxergando então,

O que há além do vão

Entre o céu e a água no horizonte.


Vendo assim,

O que há dentro de mim,

Vendo o meu próprio fim,

Vendo minha fonte.

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Uma conversa para a Mari (não somente), do Kidd de hoje. 18/06/10

Mari,
eu só poderei dizer o que estou pensando em dizer, em palavras, publicamente, se os fatos caminharem para que meus sentimentos concretizem-se.
Tudo pode ter sua hora de ser dito ou feito.
Até agora, não ousei dizer nem em minha mente "é isso que eu quero", pois eu não sei exatamente o que Deus quer de mim (e o conceito de Deus inclui, para mim agora, todo mundo que está lá em cima). E o que você, Mari, quer que eu faça agora? Eu posso tentar sentir, posso orar pra que você diga mais diretamente, mas até então, ninguém aqui saberá direito, assim como somente eu soube de algumas coisas. Você disse algo, e eu também. Mas sobre alguns detalhes, que são bem importantes, a gente não sabe o que fazer. Você sabe?
Uso a Filosofia para buscar as setas do destino. A mais justa filosofia possível, e a mais justa seta.
Eu sempre fui muuuuuuuuuuuuuuuuuuito sério com o amor.
Levei tanto a sério que fiz loucuras.
Continuo sério. Mas compreendo melhor. Estou mais esclarecido. E sei entender e agir melhor, dentro dos meus conceitos atuais, e dentro dos das pessoas que me rodeiam também, em geral.
Eu amo todo mundo. É claro isso. Todos percebem. Eu procuro amar.
Mas é verdade, e eu não posso mentir: eu amo cada pessoa de um jeito, e pelo histórico, pelas relações, pelas entregas mútuas que tive e tivemos (eu e a(s) pessoa(s) à(s) qual(is) refiro), acabo amando algumas pessoas mais do que as outras, variando de momento em momento, na medida do tanto de abraços físicos ou verbais ou conceituais que foram dados entre nós, e dos juramentos, feitos por mim e por você(s).
Ai... Estou com tanto sono.

Boa noite.
Bjoca

Tenho que dormiir. Amanhã ou depois continuo.

domingo, 28 de março de 2010

Crying to hold you tight

A carriage without wheels

Will carry us through the hills

Of an outer space and time


Our happiness will be unending

Good messages I will be sending

Saying that there is a world where everyone is fine


This new world is a place to be

Where all is a good deed

And every heart sings a word that seems to rhyme


There, dreadful nightmares never come

And this place is a better home

For us and for the child of mine


I hope I will someday see

This place I believe, and thee

Will never leave my sight


And when changes seems come

I believe our world is never alone

But is never wrong to have fright


We just don’t have the might

To stop our lives fight

For a thing that is not right


And me, in this apparently lost world

I try to wield my mild sword

That is nothing more, but to write.


But sometimes that I feel weak

I burn part of my hopes wick,

By crying to hold you tight.