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sábado, 31 de julho de 2010

Marcelo I

Dançar. No chão
Deitados como
Bombom mordido
Esquecido dentro da boca.

A lagartixa já não canta
O céu já não ferve
Mas eu ainda gosto
Eu ainda vou morrer.

Caleidoscópio ambulante
É a minha mente
Essa gente ingente
Que não gosta de chocolate branco.

Álcool e cigarros,
Sorrisos e pigarros,
Manifestação amorfa,
E compreensível.
E gostosa.

Cheiro de lixo,
No luxo dos seus olhos vermelhos.
É tão gostoso que
Eu respirei profundo.

Eu quero minha digital na sua pele
Porque mesmo em eclipse
Lua e Sol não se tocam,
Tocam?

Seu toque me queima
Cinzas cor-de-alaranjado
Rosa, verde e roxo,
E as outras cores também.

O azul é bom.

Me abraça e dorme.
Vou dormir, me abraça.
E não faça mais
Nunca mais.

Não...






(é uma série de poemas meus, que eu chamo de Marcelo)

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