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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Meu Herói

Nesta vida atual
O homem constrói, faz
Obras grandiosas
Sempre, cada vez mais

São belos castelos
Arranha-céus, navios no mar
A civilização cresce
Sempre, sem parar

Mas enquanto isso
Enquanto as megalópoles fervem
Em algum lugar estou
Sem que os grandes observem

Moro na África
Na América Central
Ou talvez no Brasil
Em região rural

Neste lugar incógnito
Vivo um pouco esquecido
Pelas pessoas de um mundo louco
Mundo em que tenho vivido

E na pobreza em que vivo
Neste meu lugar
A única coisa que posso fazer
É, graças a Deus, sonhar!

E deste modo
Dei pra pensar
Que o mundo precisa de um herói
Para nos ajudar

E então comecei
A imaginar
Um perfeito herói
Como ele será?

Não é como os heróis
Que ostenta a mente infantil
A forma física pouco lhe importa
Não é velho nem moço, mas tem espírito juvenil

Ele pode vir dos céus
Ou de qualquer lugar
De qualquer terra
Ou de qualquer mar

Imagino-o andando pela multidão
Andaria dando mãos ao povo
Todos sorririam para ele
E ele sorriria de novo

Ele entoaria
Sublime canção
E todos tirariam a voz
De dentro do coração

Ouviria a todos
E a todos daria resposta
E em via de qualquer problema
Estaria ali, tomando nota

O requisitariam
Nos júris, nos tribunais
E ele ali mostraria
Que todos somos iguais

Sua espada
Somente a palavra seria
Que como que por magia
Cada um acataria

Seus argumentos e seu agir
Seriam muito bem fundamentados
Sua palavra seria a de todos
Pois em todos seria embasado

Aos fracos e aos perdidos
Ele salvaria
Mostraria aos de alma enclausurada
Como entender a luz do dia

Ele amaria a lei,
Que sairia de sua boca
Para ser executada
Com cuidado e força

Por sua natureza poderia ver-nos de cima
Mas desceria de seu brilhoso pedestal
Para nos olhar de olhos a olhos
Olhar de igual para igual

Meu herói
Oh, como te quero
Qual ventura não seria
A que em ti espero?

Aparecei, oh homem
Ou ser doutra natureza
Salvai-nos do mal
E de toda tristeza!

De vossa primorosa mente
Fazei fluir toda sabedoria
Para que, sedentos, experimentemos
Da verdade que já se prometia

Basta-vos um simples gesto
E as trevas com vossa luz abris
E transformais tristes desertos
Em jardins primaveris

Dai-nos vossa glória
Mostrai o vosso poder
Erradicai a miséria
Que há em cada ser!

Oh, almo herói
Sois tudo que eu quis
Plangente vos pergunto
Será que existis?

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