Eu costumava me encantar com vida
E ter a alma fagueira
Cheguei até a me julgar, certa vez
Pessoa sobranceira
Eu via os fatos com forte deslumbramento
Acreditava no mais belo
A vida era uma canção
E eu era muito sincero
Os sonhos iluminavam minha mente
E me faziam muito alegre
E nos campos, contente
Eu corria como uma lebre
Eu queria ser meigo com todos
Nunca desprezara ninguém
Mas é claro, sim
Já cometi erros, porém
Mas nossa... como eu queria
O bem de cada ser!
Sim, o meu, mas o de todos
Também o de você
Eu entendia e amava a cada um
Tanto os que vivem na opulência dos palácios
Quanto os que habitam as choças
Ou mesmo os que escolheram a vida fácil
Eu queria igualdade
Que todos pudessem comer bem
E dizia: Você merece tudo que há de bom
Olhando para os olhos de qualquer alguém
Ao sentir o zéfiro das madrugadas
No anelo de uma ventura sem fim
Desejava me unir à Natureza
E me tornar um querubim
Eu tinha inocentes quereres
Desses que todo humano tem
De servir a Deus e ao mundo
De praticar o bem
Eu levantava a fronte
Em questionamentos ao Pai
“Vai me responder, oh, Magnânimo?
Por favor, diga que vai”
Eu mudei pouco
domingo, 12 de julho de 2009
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